Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na obra de Tim Burton “Edward Mãos de Tesoura”, o personagem Edward enfrenta desafios ao se relacionar com o povo de sua cidade, apresentando características codificadas a pessoas neurodivergentes do espectro autista (TEA), como problemas sensoriais, dificuldade em expressar-se emocionalmente e verbalmente, interesses especiais, etc. Porém sofre prejuízos e até isolamento pelo seu comportamento e ações. Fora da ficção, este cenário não é diferente no Brasil, pessoas com autismo sofrem diariamente com o preconceito e a dificuldade de inclusão em espaços de socialização e trabalho. Assim, mostrando-se um óbice cujo autoridades competentes devem adentrar e corrigir.

Em primeira análise, é de conhecimento geral que aquilo no qual é desconhecido causa medo, consequentemente a desinformação por parte de instituições educacionais e falta de abordagem sobre tal condição é potencializador a sua demonização e alienação. Ademais, o “homem” segundo Nietszche, está conectado a convenções sociais e devem ser preenchidas por padrões. Portanto no momento em que indivíduos com TEA não se encaixam no molde imposto por uma sociedade neurotípica, tendem a serem isolados. Logo, esta conjuntura necessita atuação do Governo, pois, a desinformação mais a segregação socioespacial, levam à estagnação da inclusão.

Em segunda análise, a ausência de adaptações e caráter capacitista de espaços acadêmicos e profissionais afetam diretamente na integração social. De acordo com Aristóteles, o humano é considerado um ser social, ou seja, quando alguem com autismo não consegue integrar-se numa comunidade, ocorre a deterioração de seu bem estar social, criando um atrito contínuo ao seu desenvolvimento cognitivo. Por conseguinte fica notório que a carencia de medidas adaptativas em estabelecimentos educacionais e corpos de trabalho são impasses a serem desmantelados para criar espaços produtivos e apropiados à esta parcela sem ser exclusivo.

Em suma, é de alta demanda procedimentos por orgão capacitados para corrigir estes problemas. Destarte, o Governo juntamente com ONGs e o Ministério da Educação, devem implementar campanhas de intúito pedagógico e informacional por meio mudanças nos espaços comunicativos como corpos docentes, incluindo o proporcionamento e fornecimento de mecanismos qualificatórios como palestras e treinamentos, para afirmar a presença pessoas capacitadas e informadas sobre o TEA em diversas áreas independente de classe ou nível educacional, eliminando, portanto, o preconceito e o desconhecimento. Realizando o exposto, ter-se-á um Brasil mais inclusivo e bem educado, diferente do cenário duro cujo Edward enfrenta na obra de Tim Burton.