Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A dificuldade dos autistas de se incluírem na sociedade

Dois milhões de brasileiros possuem a síndrome do autismo. Uma síndrome que afeta aspectos da comunicação e influencia no comportamento do indivíduo, segundo a Revista Espaço Aberto. O ex-senador do Paraná, Flávio Arns, disse ao site Senado Notícias que é urgente políticas de saúde públicas para o tratamento e diagnóstico de pessoas com autismo e pesquisas aprofundadas na área, e que muitos sofrem discriminação por terem a síndrome. Sendo assim, autistas sofrem dificuldades de inclusão social por falta de políticas públicas no Brasil.

“Escolas recusam crianças com deficiência”, matéria publicada no jornal O TEMPO, o qual, diz sobre crianças com deficiência mental - autismo - tiveram suas matrículas recusadas em escola particulares de Belo Horizonte - MG. Para o site Senado Notícias o ex-senador, Flávio Arns, do Paraná disse que sua intenção é conscientizar a população sobre o autismo e dessa forma evitar a discriminação dessas pessoas por meio de campanhas e debates, assim permitindo a participação das mesmas na sociedade e exercer seus direitos com cidadãos. Sendo assim, a compreensão dos fatos apresentados nos diz sobre a não inclusão dessas pessoas na sociedade, que sofrem discriminação por terem a síndrome do autismo.

De acordo com a LEI Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012, que Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, Art 2o, tópico III, diz que: “a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes. “. A matéria “Um retrato do autismo no Brasil” da Revista Espaço Aberto, publicou que o diagnóstico de autismo é impreciso e que nem um exame genético é capaz de afirmar com precisão a incidência da síndrome. Diante disso, é possível a percepção de que mesmo com a Lei ainda não há, no Brasil, um exame que dê cem por cento de certeza a pessoa um diagnóstico da síndrome, ou seja, uma falta necessária da saúde básica para as pessoas com tal deficiência.

Dessa forma, é perceptível de que é preciso políticas públicas para que pessoas com autismo passem a ser pessoas não discriminadas e que passem a ser incluídas na sociedade. Para isso, é preciso que o Governo Federal faça campanhas sobre o autismo, disponibilizando ajuda pública para as pessoas que precisem e por meio do Ministério da Educação, crie políticas para que escolas aceitem crianças deficientes e estejam regularmente matriculadas. Assim, ajudando no diagnóstico precoce e diminuindo a não inclusão dessas pessoas.