Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A bandeira do Brasil, oficializada em 1989, possui como lema “Ordem e Progresso”. Todavia, ao analisar a exclusão de pessoas portadoras de doenças mentais, percebe-se que a ideia desse grande símbolo nacional não se efetiva na realidade. Diante disso, nota-se que a inclusão de pessoas com autismo no Brasil é dificultada pela falta de informação da sociedade e pelo despreparo do sistema educacional. Logo, por essas problemáticas gerarem muitas consquências às vítimas, medidas devem ser tomadas.

Inicialmente, é notória que a falta de conhecimento sobre o assunto relaciona-se com a não inclução do portador de doença mental. Nesse contexto, Emile Durkheim tem a concepção de que o indivíduo só é capaz de intervir na problemática, a partir do momento que compreende a conjuntura em que está inserido. Mediante a isso, sem ter conhecimento sobre como funciona o autismo, o que gera os comportamentos considerados “estranhos” - como a agitação ou o ato de evitar o contato com outros indivíduos - dos autistas, faz com que as pessoas não sejam capazes de ajuda-los e integra-los. Com isso, fazem o contrário e compactuam com a discriminação e preconceito de tais doentes.

Paralelamente, evidencia-se que o sistema educacional brasileiro, sendo basicamente o mesmo do criado na Europa no século XIX se tornou obsoleto e desconexo com a realidade, ao não ter preparo  para atender aos diferentes estudantes. Nesse sentido, os alunos autistas não possuem suas necessidades -como acompanhamento escolar e psicológico mais presentes- garantidas, o que faz com que a concepção do biopoder, de Michel Foucault seja observada na prática. Tal teoria expressa a priorização feita pelo estado dos corpos produtivos, enquanto realiza o descarte dos que são julgados como improdutivos, nesse caso representados pelos estudantes autistas. Esses por terem a deficiencia são considerados incapazes e não recebem do estado o que necessitam para serem tão capazes quanto os seres isentos de tal transtorno. Dessa forma, o sistema educacional deve ser remodelado para priorizar todos os estudantes de forma igualitária, de acordo com as necessidades de cada um.

Em suma, é clara a relevância da ocorrência de mudanças na sociedade brasileira. Portanto, é dever do Governo federal promover a propagação de informações sobre o autismo, por meio do desenvolvimento de séries e filmes que abordem o assunto - de forma compreensível a todos os indivíduos-, a fim de levar conhecimento a sociedade sobre o assunto essa seja capaz de incluir. Ademais, o Ministério da Educação deve modernizar o sistema educacional, por meio da contratação de profissionais -como psicólogos-, capazes de ajudar os autistas nas questões particulares e estudantis. Logo, com tais propostas desenvolvidas o lema da bandeira do Brasil será efetivado na realidade.