Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na série norte-americana “O bom doutor” Shaun é um médico extremamente talentoso e que quer uma vaga como residente do famoso hospital de Colúmbia, mas mesmo com um notável talento na área tem dificuldades em provar seu valor por ser autista. Paralelo à ficção, no Brasil, os portadores do Transtorno do Espectro Autista (TEA), sofrem cotidianamente com situações análogas a de Shaun, ora pela desatenção do Estado, ora pelos estigmas associados ao grupo, assim, torna-se evidente a necessidade do debate acerca dos desafios de inclusão de pessoas com autismo no Brasil.

A priori, impõe-se na lei 12.764 a Política Nacional de Proteção da Pessoa com Autismo, ou seja, nela está prevista a obrigação do Poder Público de cuidar e defender a integridade dos portatores de TEA. Porém, o que se observa na contemporaneidade é justamento o contrário: o descaso e ignorância do Estado que afeta diretamente a sociedade brasileira. Desde escolas até o local de trabalho, a inclusão de pessoas autistas é escassa, sobretudo em razão da falta de preparo em recebe-los, evidenciando a falha governamental em aplicar a lei 12.764.

Outrossim, ja está no intimo da formação brasileira atrelar estigmas aos mais diversos grupos sociais, entre eles os autistas. Seja sobre sua capacidade intelectual ou social, tais preceitos são geralmente baseadas em visões rasas do TEA, pois cada indivíduo do espectro possui suas particularidades, como mostrado no desenho “Pablo” protagonizado por um menino autista de 5 anos que a cada episódio  enfrenta um novo desafio,  mostrando como os detalhes de sua personalidade podem o ajudar.

Portanto, cabe ao Ministério da educação aliado ao Governo Federal do Brasil, promover políticas públicas de inclusão aos portadores do Especro Autista, por meio da integração às escolas de profissionais capacitados, que se responsabilizariam por informar e educar seus alunos sobre o TEA auxiliados por psicólogos inseridos no ambiente educacinal, com o fito de fincar desde o berço da cidadania o conhecimento do assunto.  Simultaneamente, as grandes mídias devem, em seu papel de principal divulgadora de informações da atualidade, promover a conscientização em massa do respeito a individualidade dos autistas, como parte  integrante da sociedade, afim de retirar cenários como o de Shaun do cotidiano.