Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O autismo é um transtorno que afeta mais de 2 milhões de brasileiros, que afeta o desenvolvimento intelectual do indivíduo, incluindo em seu aprendizado, comunicação, socialização e comportamento. Nesse sentido, é evidente que essa é uma síndrome que necessita cuidados especiais, e, por isso, muitos autistas passam por desafios para sua inclusão na sociedade brasileira. Isto posto, observa-se que essas pessoas possuem dificuldade para entrar em faculdades e também problemas para a adaptação e formação educacional nas escolas. Logo, é preciso compreender esses fatores para ser possível mitigar essa problemática.
Sob essa perspectiva, vale ressaltar a dificuldade de pessoas com autismo para entrar em faculdades e conseguirem sua formação no ensino superior. Diante disso, na série “Atypical”, da Netflix, o protagonista possui a síndrome supracitada e tem o sonho de entrar em uma faculdade de artes para desenhar seus animais prediletos, no entanto, ele é rejeitado por muitas universidades e apenas uma o aceita, devido a uma amostra de seus desenhos. Com isso, nota-se que, como no Brasil a forma mais comum de iniciar uma graduação é através do Exame Nacional do Ensino Médio ou por outros vestibulares, muitos autistas não são capazes de demonstrar seu potencial nas áreas de conhecimento exigidas nesses exames, como o personagem da série foi capaz de conseguir. Assim, pessoas com autismo no Brasil são impedidas de subir de nível de aprendizado e passam por muitas dificuldades.
Ademais, é evidente que a adaptação e formação educacional no ambiente escolar para autistas é algo desafiador. Tal perspectiva é observada pela situação noticiada pelo jornal O Tempo, em que escolar particulares rejeitam crianças que possuem algum tipo de deficiência ou transtorno mental por não estarem dispostos a criar uma adaptação especial para seu ensino, impedindo-as de tornarem suas alunas. Nesse cenário, percebe-se a exclusão social feita por essas instituições educacionais, que pode gerar grandes impactos na vida de um jovem com autismo, após não conseguir a oportunidade de ser educado da melhor forma com a sua condição, podendo causar falhas e insuficiências em sua formação intelectual. Por isso, é importante buscar formas de impedir o avanço desse empecilho.
Portanto, algumas medidas devem ser providencias para ser possível mitigar essa dificuldade na sociedade do Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve criar uma maneira especializada de escolher alunos com deficiência mental para faculdades, por meio de provas que abrangem mais áreas do conhecimento, como a capacidade artística, para que esses estudantes sejam capazes de demostrarem suas qualidades da forma mais eficiente. Além disso, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência deve penalizar escolas que excluem alunos com dificuldades intelectuais.