Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Políticas públicas para a inclusão de pessoas do espectro autista A Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista estipula que autistas devem ser considerados deficientes. Assim, garante um diagnóstico precoce e tratamento pelo Sistema Único de Saúde, o acesso à educação e à proteção social. Contudo, indivíduos dentro do espectro sofrem com uma exclusão social progressiva derivada da incapacidade das escolas públicas e a falta de garantia dos tratamentos necessários. Dessa forma, há uma realidade preocupante que clama por mudança. A priori, a negligência escolar e a falta de especialização levam pessoas com autismo a isolarem-se da sociedade. A falta de informação e o preconceito acerca do tema resultam em uma classificação de autistas como desrespeitosos, rebeldes e mal-educados. De acordo com Gómez e Teran (2014) “A separação dos indivíduos com autismo de um ambiente normal contribui para agravar os seus sintomas, as crianças com autismo têm necessidades especiais, mas devem ser educadas com as mínimas restrições possíveis”. Nesse sentido, faz-se necessária uma formação adequada dos profissionais da educação para incluir crianças autistas na sociedade. Em segunda instância, há um descaso do poder público relacionado ao tratamento de pessoas do espectro autista. O neuropediatra Carlos Gadia afirma que “Quanto mais precocemente o diagnóstico for feito e as intervenções realizadas, maior a probabilidade de o autista ser mais funcional”. Todavia, apenas 10% dos autistas brasileiros diagnosticados, segundo o psiquiatra Estevão Vadasz, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Logo, o investimento em profissionalização na área da deficiência é essencial. Em suma, os desafios de inclusão de pessoas com autismo no Brasil resultam da negligência dos órgãos públicos. Então, cabe ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Educação desenvolverem práticas de inclusão de pessoas com autismo nas escolas, como palestras de conscientização. Além do Conselho Nacional de Educação estender o autismo no currículo das faculdades de medicina, fonoaudiologia e psicologia com o intuito de melhorar a profissionalização na área. Dessa maneira, o fenômeno de exclusão tende a ser mitigado.