Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na série “Atypical”, Sam, um adolescente autista, é vítima de preconceito por parte de seus colegas de escola por conta de sua doença. Da mesma forma, no Brasil, muitas pessoas com autismo enfrentam a falta de inclusão na sociedade. Esta, causada por um desconhecimento da população sobre o transtorno, resulta na discriminação dos autistas por pessoas não portadoras da síndrome.

Em primeiro plano, vê-se que a exclusão de indivíduos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) da sociedade é motivada pela falta de conhecimento das pessoas acerca deste. De acordo com Immanuel Kant, importante filósofo do século XX, o homem é aquilo que a instrução faz dele. Nesse sentido, fica claro que a pouca inclusão dos autistas no meio social é resultado do desconhecimento da população brasileira em relação a esta síndrome.

Em segundo plano, vale destacar, como consequência do acesso limitado que, frequentemente, indivíduos portadores de autismo têm a diversos setores da sociedade, a discriminação que eles sofrem em ambientes públicos - bem como Sam em “Atypical”. Segundo o artigo 3º da Constituição Federal, documento mais importante do Brasil, é um imprescindível promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, de raça, de sexo, de cor, de idade e sem quaisquer outras formas de discriminação. Sendo assim, é inaceitável que o problema persista, pois este configura uma violação à Carta Magna brasileira.

Medidas, portanto, precisam ser tomadas. A fim de minimizar a falta de inclusão dos autistas na sociedade, de modo a honrar a Constituição, são necessárias campanhas de conscientização que eduquem a população sobre o que é o transtorno autista. Tal medida deve ser promovida pelo governo e divulgada por meio da televisão, mídia favorita dos brasileiros. Dessa forma, teremos no Brasil uma sociedade com uma maior instrução - conforme Kant, o que molda o homem - sobre o autismo.