Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Indubitavelmente, o Basil, mesmo sendo um país diversificado, encontra-se em débito no que se refere à inclusão social, sobretudo às pessoas portadoras do autismo. Nesse contexto, Paulo Freire, educador brasileiro, defende a tese segundo a qual a inclusão é sobre aprender com as diferenças, não com as igualdades. Sintetizando a teoria de Freire com o panorama atual, observa-se que as diferenças poderiam ser um mecanismo de união, mas devido à educação pouco inclusiva e à desinformação elas acabam por se tornar um mecanismo de exclusão.
Em primeira análise, o autismo afeta o comportamente do indivíduo portador da síndrome, o que torna o processo de inserção mais árduo. Entretanto, a educação pouco inclusiva dificulta ainda mais esse processo. Nessa perspectiva, muitos professionais da educação não são instruídos corretamente sobre como lidar com crianças autistas, e optam por mantê-las afastadas das outras crianças. Essa ação, mesmo que mascarada, corrobora com a formação de uma sociedade preconceituosa, pois, ainda que de maneira indireta, ensina que as diferenças não são construtivas.
Em segunda análise, Sócrates, filósofo grego, defende em sua obra que a ignorância é o mal do homem. Em síntese com a teoria socrática, é possível afirmar que o escasso compartilhamento de informações acerca do autismo colabora com o desconhecimento, o qual contribui diretamente com a discriminalização, que é caracterítica de uma sociedade ignorante. Grande parte da população brasileira desconhece os reais aspectos do autismo, e isso muito se deve ao esteriótipo criado em relação à síndrome. Em decorrência de tais aspectos, observa-se que raramente informações que apresentam dados reais sobre a condição são divulgadas. Dessa forma, a inclusão social torna-se um desafio cada vez maior.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação aprimorar seus profissionais, por meio palestras que apresentem metodologias que facilitam a inclusão de autistas no âmbito escolar, além de palestras dedicadas aos alunos que abordem o respeito às diferenças. Além disso, a mídia também possui papel significativo na causa, por meio da divulgação mais recorrente de informações que tratam da síndrome para que o esteriótipo criado acerca dela seja destituído gradativamente. Outrossim, cada indivíduo possui em si uma rensponsabilidade nessa luta, por meio do exercício da conscientização, para que o tema não seja mais tratado como um problema ou como uma anormalidade. Somente com o respeito às diferenças a sociedade caminhará para um futuro onde a inclusão social não seja mais um objetivo, e sim uma realidade, assim como defende Freire.