Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O autismo, uma síndrome crônica também conhecida como Transtorno do Espectro Autista, tem como principal característica, o impasse no comportamento e na comunicação, apresentando dificuldade na fala, em expressar sentimentos e ideias, repetição de movimentos em um padrão e outros. E este transtorno que afeta o sistema nervoso, apesar de ser muito comum no Brasil e estar tendo seus direitos incluídos na sociedade, ainda têm muitos desafios na inclusão de modo geral.

Sob este viés, que tem causas totalmente desconhecidas e que segundo a “Revista Autismo” é mais comum em crianças do que o câncer, AIDS e diabetes, teve reconhecimento pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 2 de abril de 2008, a data na qual foi nomeada como Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Ademais, mesmo com isso, e grande parte da sociedade consciente do transtorno, muitas escolas, locais públicos e privados ainda não sabem lidar totalmente, na maioria das vezes excluindo qualquer possibilidade de uma tentativa de inclusão das pessoas com a síndrome, na qual possui tratamento - auxílio de um psicólogo, psicopedagógico, fonoaudiólogo, entre outros. Porém, as escolas que incluem os autistas, devem ter em seu corpo docente profissionais capacitados para dar um auxílio especial ao aluno sem nenhum custo adicional na mensalidade, e talvez por este fato, pode se tornar inviável para algumas instituições manter toda estrutura necessária para estes estudantes, o que infelizmente se torna uma situação complicada às escolas na maioria das vezes, pois muitos responsáveis querem incluir seus filhos a qualquer custo em escolas regulares.

Com isso, algumas escolas foram fundadas com ênfase em alunos com transtornos psicológicos mentais, incluindo o autismo, portanto, este não é visto como modelo ideal, por não promover interação entre todos os tipos de estudantes, já que o ideal é que aprendam a interagir e se comunicar mesmo com diferenças. Contudo, como já citado, muitos autistas, infelizmente não conseguem frequentar uma escola tradicional e levar uma vida social ativa - como é mencionado no livro escrito por Louise Booth, “Fraser e Billy”, um menino de 2 anos que segundo seus médicos, não poderia estudar em uma regular.

Em suma, com os grandes desafios para a inclusão dessas pessoas com autismo é imprescindível que os órgãos de política pública devem reformular o que diz respeito às pessoas com transtornos mentais, de forma que este grupo possa interagir, estudar, trabalhar e conviver longe de discriminação e preconceito. Projetos de conscientização devem ser divulgados por todos tipos de mídia, afim de conscientizar a sociedade da importância da harmonia social e assim o Brasil poderá se tornar melhor.