Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Alguns anos atrás, foi anunciada a publicação da série Atypical na plataforma de streaming Netflix. Esta ganhou popularidade devido a representação de pessoas com Transtorno de Espectro Autista, já que o protagonista é diagnosticado com essa síndrome que afeta a comunicação e vivência dentro da sociedade. Na realidade, o autismo não estava incluso à Classificação Internacional de Doenças da OMS até 1993, devido a falta de conhecimento ao redor do transtorno. Devido a tal exclusão social, ainda são encontrados diversos obstáculos para a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, como o preconceito gerado a partir da falta de ensino e conscientização do assunto.
Muitos colégios particulares estão sendo denunciados por suas recusas em cima de alunos com deficiências. A discussão é extremamente atual, pois leis públicas não estão sendo respeitadas por diversas instituições de educação no Brasil, já que muitos pais declaram que seus filhos estão passando por mais desafios em serem aceitos em escolas com a justificativa de que “o seu filho deve se ajustar ao colégio, e não o contrário”. Essa afirmação pode ser contestada por profissionais e artigos legais que declaram que o ensino regular deve ter a mesma inclusão cobrada para sociedade.
Alguns pais preferem instituições especializadas em crianças com deficiências, contudo, todos os estabelecimentos de ensino devem oferecer recursos de ajuda e apoio aos seus estudantes com dificuldades. Isso pode ser alcançado por meio de suportes financeiros vindos do Ministério da Educação, com a contratação de tutores ou acompanhantes pessoais, os quais dariam o suporte necessário. Mesmo o diagnóstico sendo impreciso, os sinais de autismo podem ser observados desde os dois anos de idade, então uma maior conscientização sobre o assunto, já ajudaria milhares de pais.
Dessa forma, é possível observar diversos caminhos de combater a exclusão social e institucional de pessoas com o transtorno autista, como uma maior fiscalização e suporte governamental, que pode vir de profissionais do Ministério da Saúde e da Educação, com direito a palestras de politização e conhecimentos sobre a síndrome, como meios de identificação e sintomas precoces. Isso geraria uma taxa menor de preconceito devido a maior compreensão da população, o que afetaria diretamente na visão geral que existe sobre a deficiência.