Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Na série “Antypical” é revelado o dia a dia do adolescente Sam que tem traços de autismo, o qual passa por momentos dificeis como o bullying e o isolamento devido a sua doença e o comportamento das pessoas em sua volta. Esse é um cenário que reflete nos dias atuais, uma sociedade que não possui uma educação adequada e incentivos governametais que ajudem na inclusão social dessas pessoas. Dessa forma, é fundamental analisar ambos os problemas, a fim de que se possa contorná-los.
Em primeiro plano, deve-se analisar que a escola é de extrema revelância ao ser humano, uma vez que possibilita desde cedo a socialização dos indivíduos. Nesse contexto, segundo Arthur Lewis, economista britânico, a educação nunca foi despesa, mas um investimento com retorno garantido. Isso se mostra então na necessidade de aprendizado sobre as demais diferenças sociais e como lidar com elas para que as crianças se acostumem e inerajam com essas “anormalidades” que a vida social trás, pois sem dúvidas poderá agregar muito ao convívio em sociedade.
Além disso, o governo também possui um papel importante na inclusão das pessoas autistas, a partir do contato social maior com esses. A especiação dos seres vivos é uma maneira de se provar isso, porque quando uma população de uma espécie se separa geograficamente, ela sofre diferenciações e mutações que acabam interrompendo sua capacidade de convivência e integração como anteriormente, formando, assim, duas espécies diferentes. Desse modo, pode acontecer quando um grupo é mantido isolado em escolas, trabalhos e ambientes próprios, pois interrompe o convívio com diversidades, causando estranhamento e comportamentos de repulsão entre estes. O governo tem o papel, então, de minimizar esse espaço entre autistas e o resto da população.
Portanto, o Ministério da Educação deve, por meio da implementação de matérias escolares, desenvolver a empatia e o conhecimento sobre os autistas e as demais doenças a fim de que as crianças normalizem e apredam a conviver com as diferenças desde cedo. Ademais, o Estado deve reestruturar a dinâmica de educação e trabalho do autistas, por meio da inclusão o mais cedo possivel em ambientes normais à população para que ocorra uma aproximidade maior entre os autistas e as outras pessoas. E assim, os desafios da inclusão dos autistas serão reduzidos.