Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O “Mito da Caverna” narrado por Platão, representa legítimo simulacro da sociedade contemporânea: a condição em que vive o sujeito pós-moderno distancia-o da consciência plena, na medida em que não consegue ultrapassae os limites ideológicos impostos culturalmente. A metáfora da filosofia se concretiza no cenário brasileiro quando se verifica os desafios para a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, o que representa um assunto a ser revisado, especialmente no que se refere ao preconceito da população e ao não preparamento das intituições de ensino.

É importante ressaltar, diante dessa realidade, que a sociedade brasileira não trata os indivíduos que possuem o autismo como cidadãos comuns. Diante desse cenário, ganha relevância o pensamento de Bauman, segundo o qual falta empatia do sujeito moderno com suas relações sociais. Sob esse viés, é possível depreender que os brasileiros não se colocam no lugar dos que possuem essa síndrome, por acharem algo fora do normal ou até motivo de piadas, configurando assim em um processo de invisibilização social. Nesse Sentido, ao se verificar que, aqueles que não seguem o padrão da sociedade, são esquecidos por ela, casos como o preconceito aos autistas continuarão a ser realidade no país. Portanto, faz-se imprescindível, a dissolução imediata dessa conjuntura.

Ademais, é importante notar que as escolas não conseguem atender de maneira correta os cidadãos que possuem autismo. Prova disso é que, conforme dados do “canalautismo.com.br”, apenas 1532  estudantes que possuem algum grau de autismo estão no ensino superior brasileiro. Sob a óptica de Paulo Freire a educação atual é negligente e alienadora, gerando assim alunos aculturados e sem capacidade crítica. Seguindo essa linha de raciocínio, pode-se observar que as instituições de ensino não conseguem exercer seu papel no meio social - disponibilizar enisino de qualidade a todos- ao não garantir que alunos com síndromes consigam aprender de maneira concreta, configurando um cenário de vulnerabilidade social à aqueles que possuem essas condições. Dessa maneira, observado que as escolas não são bem preparadas para ensinar toda a população brasileira, casos como a emergência de desigualdades sociais  continuarão a ser realidade no país.

Como se percebe, é imperioso, portanto, combater os desafios para incluir indivíduos com autismo no Brasil. Isso posto cabe as Ministério da Educação - órgão responsável pela formação dos cidadãos por meio da educação - a tarefa de condicionar melhor os trabalhadore das instituições de ensino, por meio de aulas obrigatórias de como tratar e ensinar estudantes com necessidades especiais, a fim de melhorar a condição para os que possuem síndromes, e, consequentemente equivaler o ensino para todos. Com medidas como essa, espera-se superar a alienação especulada por Platão.