Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
A obra cinematográfica “Coringa”, de 2019, retrata como o abandono social e estatal afeta negativamente pessoas com distúrbios psicológicos. No Brasil, tal situação fica evidente no caso dos autistas, excluídos de diversos segmentos da sociedade devido a fatores culturais e a ineficiência do governo. Dessa forma, percebe-se a nescessidade de estudar a problemática visando sua mitigação.
Convém ressaltar, a princípio, que há um forte preconceito e desinformação na população em relação ao tema. Essa realidade entra em conssonância com o conceito de “Banalidade do Mal” da filósofa alemã Hannah Arendt, no qual afirma a possibilidade de um ato absurdo se tornar comum. Sendo assim, vira um hábito a discriminacão contra aqueles que possuem essa síndrome, tornando-as invisíveis aos olhos do grande público.
Nesse viés, nota-se a negligência do estado em garantir o acesso desses indivíduos a políticas públicas de qualidade. No filme citado anteriormente, são cortados subsídios destinados ao tratamento dos portadores de doenças mentais pelas autoridades. Saindo da ficção, percebe-se uma situação análoga no país, tendo em vista que existem políticas publicas direcionadas aos autistas, porém na prática não são acessíveis sempre.
Portanto, é nítida a necessidade de intervenção. Para tanto é dever do governo, sobre a figura do ministério da eduação, promover a disseminação de informação sobre a síndrome, por meio de palestras e debates, organizados por psicólogos, nas quais seriam expostos os sintomas, como agir com portadores e maneiras de lutar pelos direitos dessas pessoas. A fim de promover a integração e socialização dos autistas, dessa forma evitando q sejam “apagados” e possam ter maiores chances de acesso a políticas que os auxiliem. O caos presente em “Coringa” não deve mais ser perpetuado.