Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A série televisiva “The good doctor”, retrata a vida de Shawn Murphy, um jovem médico autista, no decorrer dos episódios se torna evidente a luta diária do Doutor Murphy com as dificuldades em diversos âmbitos seja em uma simples ida ao mercado ou até mesmo no hospital em que trabalha. Fora da ficção, a questão da inclusão de pessoas como  apresenta um quadro preocupante, visto que é uma síndrome presente em mais de 2 milhões de brasileiros, mas mesmo assim como ressalta o ex-senador Flávio Arns ainda existe muitos atos de discriminação acerca dessa classe. Sob tal perspectiva é imprescindível o debate acerca da inclusão de pessoas autistas no Brasil.

Em primeira análise, nota-se que o preconceito instaurado na sociedade acerca de pessoas com esta condição é uma das principais problemas para a inclusão. Nesse sentido o sociólogo francês Émille Durkheim, em sua teoria acerca da coesão social diz, que a sociedade pune aqueles que não se encaixam no padrão. Com efeito, em relação a falta de inclusão dos autistas no país, o que se percebe é justamente uma confirmação da teoria de Durkheim visto que por mais que tenha melhorado com o tempo ainda existe uma falta de representatividade dessa classe, uma vez que até o ano de 2019 não existia censo do IBGE para o controle de estatísticas acerca do autismo.

Além disso, é importante considerar que a falta de conhecimento acerca desta camada resulta em uma maior dificuldade na integração delas. De acordo com texto divulgado no portal da USP afirma que por mais que o autismo tenha uma alta taxa de incidência somente no ano de 1993 ela foi caracterizada e adcionada na Classificação Internacional de Doenças, produzido pela OMS, tal atraso em relação as outras doenças ocorreu principalmente pela escassez de informações sobre o tema em adição à imprecisão no diagnóstico do portador. Desse modo, se torna inadimíssivel que uma classe tão abrangente como é a classe dos autistas continue cercada por mistérios e falhas quanto ao seu diagnóstico, tornando a pesquisa acerca do tema cada vez mais essencial para uma inserção efetiva tanto no Brasil como em todo o globo.

Portanto, para sanar os problemas acerca da inserção dos autistas no Brasil, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação -o primeiro por ser a parte governamental de maior influência e que exerce poder sobre toda a união e o segundo por ser o braço do governo que elabora tudo que envolve a educação- deve realizar a inserção da classe autista na sociedade brasileira de uma forma efetiva, por meio de trabalhos escolares e palestras com a presença dos pais ou responsáveis do aluno quebrando o preconceito advindo da falta de conhecimento tanto nas jovens crianças que são o futuro da nação quanto nas pessoas mais velhas, a fim de fazer uma integração eficaz dos autistas no Brasil.