Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na série de televisão estadunidense “The Good Doctor”, Shaun Murphy é um jovem com autismo que mesmo tendo uma infância conturbada, conseguiu emprego como cirurgião em um dos hospitais mais qualificados do Estados Unidos. Porém, devido à sua condição especial, Shaun não recebia tanto apoio e não era tão bem visto na instituição. À luz do cenário ficcional, o Brasil é um dos países com mais pessoas autistas no mundo, e devido a falta de profissionais preparados para lidar com essas pessoas, agregado com o preconceito faz com que a inclusão de pessoas com autismo se torne cada vez mais difícil. Dessa forma, é mister que o Estado tome medidas necessárias para reverter a situação.

Nesse contexto, a falta de profissionais preparados é provavelmente o principal fator que dificulta essa inclusão. Por conseguinte, o aprendizado e a socialização na escola é comprometido, comprometendo o restante da vida do indivíduo, visto que ele além de não ter adquirido os conhecimentos necessários para ingressar em uma universidade e futuramente no mercado de trabalho, o indivíduo também não vai ter aprendido a socializar, e como resultado, além de não ter uma vida acadêmica, ele também não terá uma vida social. Sendo assim, o Estado deve garantir que cada vez mais profissionais sejam capacidados para auxiliar as pessoas com autismo no ambiente escolar.

Além do mais, o preconceito por parte da população é outro fator que dificulta essa inclusão. Esse preconceito, muitas vezes oriundo da desinformação, impacta diretamente na vida dessas pessoas, visto que quanto mais injúrias eles recebem, mais desmotivados ficam, o que faz com que eles fiquem isolados, os tornando propensos a desenvolverem outras doenças, como depressão. Segundo o filósofo francês Voltaire, “preconceito é opinião sem conhecimento”, o que retrata a situação vivida pelas pessoas com autismo que sofrem com esse prejulgamento. Dessa maneira, é necessário que o Estado tome medidas para combater esse preconceito.

Logo, tendo em vista o problema apresentado, é necessário intervenção. O Estado, por meio do Ministério da Educação, deve oferecer cursos sobre como lidar com alunos com autismo para os professores e estagiários de escolas públicas e privadas, a fim de maximizar o aprendizado e convívio social desses indivíduos. Ademais, o Estado, por meio do poder legislativo deve criar uma lei criminalizando o preconceito contra pessoas autistas, a fim de reduzir as injúrias e o mau tratamento contra essas pessoas. Para que dessa forma, casos, como o de Shaun Murphy, saiam somente do âmbito ficcional e se tornem cada vez mais parte do cotidiano.