Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Na série americana “The Good Doctor”, é mostrado os desafios enfrentados pelo médico com autismo e o processo que passa em busca da aceitabilidade dentro do ambiente de trabalho. Fora da Ficção, o contexto observado na série, é o mesmo na sociedade brasileira, visto que as pessoas portadoras do espectro autista enfrentam constatemente dificuldades de se incluirem socialmente. Tal situação, se deve a falta de políticas públicas eficientes e ao preconceito.
A priori, é válido ressaltar que a falta das políticas públicas tem ampliado as dificuldades de inclusão das pessoas com autismo. Somente em 2012 as pessoas com o espectro autisma passaram a ter direitos assegurados pela constituição com a lei 12.764, entretanto, pouco eficiente pois apesar de haver um regulamento não há manutenção do mesmo, como investimentos em projetos que promovam a acessibilidade e atendimento especialiazado - principalmente nas repartições públicas - configurando assim, um Estado pouco eficiente em resolver tais problemas sociais. E, de acordo com a teoria das “Instituiçoes Zumbis” do sociólogo polonês Zygmund Bauman. Corpos sociais como o Estado que nao cumprem com suas funções básicas, mas mantêm suas estruturas, são considerados mortos. Análogo a isso, o Governo basileiro possui as mesmas caracteristicas “zumbis” de lidar com os problemas instaurados na sociedade.
Outrossim, outro empecilho a inclusão social dos autistas no Brasil é o preconceito. Apesar da democratização da informação, campanhas de conscientização, como o dia 2 de abril, ainda é presistente a descriminação com as pessoas do espectro autista, pois as bases educacionais brasileiras como a PNE (Plano Nacional de Educação) não incluem nas suas diretrizes, projetos e nem mecanismo que promovam a envolvimento destes com a sociedade, ampliando assim o problema.
Com isso, é fulcral que estes empecilhos sejam solucionados para que haja a isonomia na sociedade. Primeiramente, cabe ao Governo Federal e ao poder legislativo consolidar com abrangencia as leis já vigentes visto que, as tais não são suficientes para solucionar a supressão de direitos, para que assim legalmente haja um amparo maior as pessoas com estes problemas. Em seguida, cabe ao Ministério da Educação reformular o PNE, para que nas escolas haja rotineiramente no ensino básico, seminários e aulas voltadas a inclusão social das pessoas portadoras do autismo com o corpo social,afim de que as “barreiras” do preconceito sejam vencidas com a educação de base. Dessa forma, espera-se que com tais medidas os desafios de inclusão dessas pessoas sejam ultrapassados.