Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O artigo 5 da Constituição Federal de 1988, diz que ‘Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza’’. Diante disso ainda é possível notar que o preconceito perante com as pessoas portadoras de TEA (Transtorno do Espectro Autista) ainda seja muito presente na sociedade atual devido à falta de empatia, meios de inclusão social e principalmente, respeito.
A série televisiva ‘’The Good Doctor: O bom doutor ‘’ conta a história do Doutor Murphy, um médico autista que revela todas as dificuldades que as pessoas que tem certo grau de deficiência passam ao longo da vida enfrentando diversos tipos de preconceitos e obstáculos para tentar se incluir socialmente. Com base na Lei Berenice Piana (Nº 12.764) que deixa claro que o indivíduo diagnosticado no espectro autista é considerado pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais e com isso, sendo portador de todo e qualquer direito de qualquer outro cidadão.
Os meios de inclusão social se dão através do posicionamento do estado e da sociedade perante as dificuldades de parte da população para fins de convívio social, a fim de promover uma sociedade mais justa e igualitária independente da deficiência ou do transtorno apresentado por certa pessoa. Como mostra a série Atypical da Netflix, onde o personagem Sam de 18 anos, foi diagnosticado como portador da síndrome de Asperger (uma forma leve de autismo) consegue, através da inclusão social, trabalhar, estudar e viver normalmente dentro dos parâmetros de uma pessoa dita ‘’normal’’.
Destarte, para que esses problemas sejam solucionados, é necessária uma ação conjunta do Estado e da população para que sejam criados meios de inclusão para as pessoas portadoras de TEA, é que tenham escolas preparadas e qualificadas para fazer com que o indivíduo se sinta estimulado a ler, escrever, falar e a realizar suas atividades normalmente, visto que a maior dificuldade de uma pessoa com autismo é a comunicação e a interação social. Contudo, ainda deve-se ressaltar que a empatia e o respeito com essas pessoas sejam sempre constantes, tanto na escola quanto fora.