Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na série O Bom Doutor, o personagem Shaun Murphy é um jovem médico com espectro autista que recebe uma vaga de cirurgião em um hospital renomado, além dos desafios de sua profissão, ele precisa a todo momento provar sua capacidade profissional a seus colegas, superiores e até mesmo aos pacientes. Fora de ficção, no Brasil, a realidade apresentada não é diferente, visto que a inclusão de pessoas com autismo ainda tem sido um grande desafio. Isso ocorre, devido ao preconceito enraizado na sociedade tanto pela desinformação por parte da população.

Vale pontuar, de início, que desde os tempos mais antigos na história pessoas com transtornos psiquiatricos como o autismo eram retratadas por meio da literatura médica como autômatos sem emoções, incapazes de sentir compaixão. Logo, sofriam preconceito por ser consideradas diferentes e anti-sociais devido a dificuldades em suas relações interpessoais. Pode-se ilustrar este cenário em uma pesquisa desenvolvida pelo IEAC - Instituto de educação e análise de comportamento - na qual, dos participantes da pesquisa 55,1% já sofreram algum tipo de preconceito na escola por serem autistas. Esse dado nos mostra que existe uma grande dificuldade de inclusão dessas pessoas no âmbito profissional bem como no educacional, embora exista cerca de 2 milhões de pessoas com autismo no Brasil, ainda é um tema pouco debatido e conhecido pela sociedade.

Ademais, vale ressaltar que a falta de informação cristaliza a dificuldade na inserção, visto que os autistas são considerados incapazes e dependentes. Isso ocorre porque a sociedade não esta familiarizada, ou não tem nenhum conhecimento sobre, já que é um assunto pouco abordado. Diante disso, é necessário que a população tenha conhecimento para que haja a inclusão social de forma correta, na qual o diagnostico precoce é essencial para levar uma vida leve e saúdavel. Segundo o  filósofo inglês Thomas Hobbes  “Conhecimento é poder” logo o conhecimento é fundamental para a inclusão dessas pessoas na sociedade.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da educação promova campanhas por meio de palestras e rodas de conversas a fim de concientizar a população e amenizar a discriminação para que haja a inclusão de pessoas com autismo. Dessa forma, pode ser feito as palestras em escolas municipais e estaduais, para público aberto. Somente assim, seremos uma sociedade evoluída.