Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O autismo é uma condição de saúde caracterizada pelo déficit na comunicação social e comportamental. Apesar da sua causa ser um fator genético, muitos indivíduos tratam esse transtorno como se fosse uma doença, o que dificulta a inclusão de pessoas autistas. Esse entrave se da principalmente pelo preconceito e a falta de informação das pessoas, fatores esses que devem ser debatidos e corrigidos.
A princípio, é salutar falar sobre o preconceito e a ignorância das pessoas frente ao exposto, visto que esse problema é o que mais corrobora para a exclusão do autista e até mesmo para a disseminação de bullying contra o mesmo. De acordo com a máxima do cientista Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”, com base na frase do físico, é claro que é necessário acabar com o preconceito enraizado presente na sociedade, pois a injustiça num lugar é uma ameaça a justiça em todo o lugar. Dessarte, o preconceito e injustiça contra pessoas autistas deve ser repudiado e respondido por lei criminalmente, visto que as suas consequências são severas, como o portador da síndrome adquirir depressão, ansiedade e outros problemas mentais.
Além disso, outro fator que deve ser reparado e que contribui diretamente como um desafio para a inclusão de pessoas autistas é a falta de informação, já que existem tão poucas informações sobre esse transtorno. Segundo Carlos Gadia, neuropediatra e co-fundador do TEAbraço (Semana Internacional do Autismo), “Todos precisam ter consciência que o transtorno existe. É um direito de todos estar incluído na educação, na saúde, fora e dentro de casa, a importância da informação e da capacitação dos pais é imprescindível, uma vez que eles podem ser multiplicadores de conhecimento para toda a sociedade e dentro de casa podem ajudar a tornar a vida de seus filhos muito mais inclusiva”. Dito isso, é essencial que a falta de informação seja combatida, sendo que ela é a principal barreira para a inclusão de pessoas com autismo na sociedade.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para mudar a realidade atual, para que isso ocorra o governo deve tornar a prática do preconceito contra pessoas deficientes um crime, por meio de leis impostas a fim de acabar com a exclusão e o bullying com os portadores de autismo, uma vez que todos merecem respeito. o MEC também deve fazer palestras com doutores profissionais no assunto, por meio da mídia como veículo de informação, a fim de passar conhecimento sobre o Transtorno do Espectro do Autismo e conscientizar pessoas sobre o assunto, uma vez que a carência do conhecimento e informação que leva ao preconceito e isso pode ser evitado com todos esses investimentos.