Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Não há dúvidas em afirmar que, nos dias de hoje, existe um desafio na inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Na sociedade brasileira contemporânea não só o autismo, como outros transtornos neurológicos são assuntos extremamente tabu, e que acabam não sendo bem abordados, fazendo com que os indivíduos que sofrem com tais transtornos sejam mal interpretados e incompreendidos, e acabam sofrendo uma exclusão social. Essa exclusão e desentendimento das pessoas que sofrem com TEA (Transtorno do Espectro Autista), pode ser atribuída ao preconceito e falta de conhecimento sobre esse transtorno. Logo, medidas devem ser tomadas para solucionar essa questão.
Inicialmente, os indivíduos que se encontram no espectro do autismo sofrem diariamente com o preconceito, sendo constantemente subestimados e socialmente excluídos. Esse fenômeno é evidenciado na série americana “The Good Doctor”, onde o médico autista Shaun Murphy, mesmo sendo exemplar e altamente competente, sofre preconceitos contínuos de seus colegas e mentores de trabalho e também de pessoas em seu meio social. Que o tratam como se fosse incapacitado de efetuar procedimentos básicos, muitas vezes o privando de diversas oportunidades. Esse comportamento agrava o preconceito contra as pessoas com autismo.
Além disso, a falta de informação e conhecimento dificulta e complica a convivência com pessoas com TEA. Isso porque grande parte da população não sabe as características desse transtorno ou como lidar e tratar esses indivíduos autistas. A Lei Berenice Piana, sancionada em dezembro de 2012, garante o direito da pessoa com autismo ao acesso à educação e ao ensino profissionalizante. Mas mesmo com medidas como essas escolas particulares ainda tendem a rejeitar crianças e adolescentes com deficiências muitas vezes por não saberem como acomodar às necessidades especiais desses indivíduos. Essa desinformação prejudica a qualidade de educação que esses indivíduos têm acesso.
Em suma, cabe ao poder legislativo brasileiro incorporar medidas políticas, como a Lei Berenice Piana, a fim de garantir a inclusão de pessoas com transtornos como o TEA, na sociedade e garantir que eles tenham acesso aos mesmos direitos e recebam a mesma qualidade de tratamento e oportunidades que as outras pessoas. Além disso, cabe à própria população brasileira quebrar o ciclo de tabu e desinformação sobre assuntos como o autismo. A partir de campanhas que informem como que o autismo funciona e como deve ser abordado. Garantindo que os indivíduos diagnosticados com o TEA sejam tratados com respeito e com os cuidados especiais que exigem. A partir dessas medidas, espera-se que a inclusão de pessoas com autismo no Brasil seja cada vez mais ampliada.