Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
De acordo com o sociologo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, por ser, assim como este, composta por partes que interagem entre si em benefício do todo. No Brasil, parte desse corpo não funciona de maneira coesa, em função dos desafios da inclusão de pessoas com autismo, já que, na medida que segrega a coletividade, não efetiva uma harmonia social. Portanto, para superar esses desafios, convém discutir sobre o desconhecimento acerca o autismo e a falta de apoio às pesquisas na área.
Sob esse viés, é fundamental salientar que o desconhecimento acerca o autismo é nocivo às relações interpessoais, e por conseguinte, dificulta a inclusão, haja vista que a conscientização evita a discriminação das pessoas que estão no espectro autista. Nessa perspectiva, o filósofo Immanuel Kant afirma que o indivíduo, quando por meio do seu entendimento, age dignamente em prol de si ou de outrém, deixa a “Menoridade” e atinge a “Maioridade”. Desse modo, o conhecimento da síndrome corrobora o estado de maioridade kantiana como forma de superar os desafios da inclusão de pessoas com o transtorno, além de efetivar o bem-estar social.
Ademais, é pertinente o apoio às pesquisas relaciondadas ao autismo como forma de superar os desafios de inclusão de individúos acometidos por essa síndrome, visto que o estudo aprofundado pode ajudar em um melhor entendimento desse transtorno. Nessa lógica, Durkheim afirma que o indivíduo só poderá agir na medida em que ele aprende a conhecer o contexto que está inserido, as suas origens e suas condições. Destarte, é evidente que a pesquisa, ao passo que promove avanços acerca o entendimento do autismo, cumpre papel importante na inclusão de pessoas com o transtorno, e consequentemente ratifica o corpo social como organismo harmonioso e coeso.
Diante dos fatos supracitados, é notorio a carência de medidas que visem superar os desafios para inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Assim, é papel do Ministério da Educação (MEC) promover diligências informativas, através de campanhas publicitárias em diferentes veículos mídiatícos - como a TV, Facebook, rádio, Instagram - com o intuito de conscientizar a população sobre o autismo, e dessa forma mitigar a discriminação sofrida pelas pessoas acometidas por essa síndrome. Além disso, o MEC também deve estimular a pesquisa sobre o autismo como forma de aumentar o entendimento desse transtorno. Só assim, os desafios da inclusão de pessoas com transtorno do espectro autista serão superados e o corpo social funcionará como um organismo harmonioso e coeso como prevê Durkheim.