Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O geográfo MIlton Santos em seu livro “cidades multiladas”, dá o seu ponto de vista sobre a democracia, os direitos e os deveres para cada cidadão. No seu livro é dito que a democracia só atinge sua totalidade na medida que esses deveres passam a ser realizados. Ou seja, segundo Milton o Brasil não é um país que efetiva a democracia, como exemplo temos a exclusão dos autistas (de pessoas com deficiencia no geral) da socidade e forma que é muito mais dificil para esses cidadões se envolverem na vida “comum”.
Na atualidade há cerca de 2 milhões de autistas no território nacional e segundo dados da página “G1” de 2018 apenas 105.842 estudam em colégios regulares. Apesar do número pequeno esse número é um grande sucesso já que houve um aumento de 37% se comparado ao ano anterior e a tendência seria só aumentar, mas a pandemia atrapalhou o crescimento desses números e ainda não existe um levantamento se este número aumentou ou diminuiu. Independente do aumento destes números a repórter Luiza Tenente afirma que este é somente o primeiro passo para inclusão social das pessoas com TEA (transtorno do espectro autista), pois além desses alunos estarem matriculados é importante garantir o aprendizado dos mesmos. O problema é que não existe um trabalho especifico que garanta a apredizagem.
Além disso há uma barreira imensa dentro do mercado de trabalho que precisa ser superada, segundo dados do site “autismo em dia” 85% dos autistas estão fora do mercado de trabalho, ainda que o IBGE tenha uma previsão otimista para a baixa destes números. O mercado para autistas acaba sendo limitado por conta dessas pessoas serem imprevisíves, ou seja, o empregador não sabe o que esperar destas pessoas e isso o deixa apreensivo para a contratação de pessoas com tal deficiencia. No entanto dependendo do emprego o autismo pode ser uma vantagem, como por exemplo em um jogo de futebol com o estádio lotado o autista não ficaria nervoso e um para um cirúrgião ajudaria com a “tremedeira”.
Para ajudar a inclusão social pra pessoas com TEA, para contribuir com educação: um acompanhante durante a educação dos mesmos seria interessante, investir em estudos que comprovem o apredizado destes seres humanos e uma forma de apredizado diferente das outros alunos seria ideal para inclui-los dentro de uma escola regular. Para contribuir com o mercado de trabalho: mais leis como a lei 12.764 para reforçar o direito dos autistas trabalharem e supervisores para supervisionar e aconselhar os trabalhos que eles fazem.