Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), documento proposto pela Organização das Nações Unidas, defende a igualdade de direitos aos seres humanos, inclusive os especiais com deficiencias. Contudo, é notável a dificuldade de inserir o indivíduo autista nos ambientes sociais como escola e trabalho no Brasil, o que prejudica o acesso aos benefícios previstos por esse documento por milhares de brasileiros. Portanto, é relevante reconhecer o preconceito social, associado com a evasão escolar são os principais desafios para inclusão de pessoas com autismo no Brasil.

A princípio, o autista enfrenta, desde a infância, a dificuldade de construir relações sociais porque não há escolas suficientes preparadas para recebê-lo adequadamente. Concomitantemente, a série cinematográfica ‘‘Atypical’’ demonstra um protagonitsta autista que enfrenta diversos desafios sociais nas escolas como o bullying apesar de ser inteligente e apresentar bom desempenho nas avaliações. Nesse sentido, mesmo ao apresentar grande aptidão para contribuir com a sociedade, o autista não possui a quantidade necessária de instituições de ensino adaptadas para protege-lo do preconceito promovido por outros alunos no Brasil. Desse modo, a presente educação exclusiva retira a possibilidade de socialização para esses indivíduos.

Ademais, esse cenário de preconceito e dificuldade de reconhecer as habilidades do não neurotípico promove a evasão escolar e afeta a inclusão social do autista por toda a vida. Por conseguinte, de acordo com o filósofo Immanuel Kant, a educação é a maior ferramenta para transformar o ser humano. Em paralelo a esse raciocínio, ao retirar o autista da escola, é negado a ele muitas etapas da inclusão da vida em sociedade como a universidade e o mercado de trabalho, ambos educação e emprego direitos previstos pela Constituição Federal do Brasil. Assim, torna-se imprescíndivel a necessidade de fornecer uma educação inclusiva capaz de inserir o autista no sistema de ensino nacional e de desestimular a evasão escolar por pessoas deficientes.

Logo, o preconceito e a evasão escolar são os principais desafios para a inclusão social de pessoas especiais, contrariando o princípio de igualdade entre todos os seres humanos. Por esse motivo, o Ministério da Educação, órgão governamental responsável pelo sistema de ensino, deve criar palestras de conscientização dos professores e alunos que estimule o respeito com a pessoa autista e maneiras de interagir adequadamente com pessoas especiais, por meio de investimentos estatais ao projeto, a fim de tornar as instituições de ensino mais adaptadas em fornecer acesso universal à educação. Consequentemente, a DUDH e a própria Constituição Federal do Brasil terão suas diretrizes mais concretizadas na prática e combaterá a realidade mostrada na série ‘‘Atypical’’.