Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na Grécia antiga a prática de sacrificar pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência era usual. Analisando os dias atuais, a forma de agir apenas modificou-se, tendo em vista que ocorre, agora, uma segregação das pessoas com autismo na sociedade, e, isto persiste em decorrência da perduração de pensamentos capacitistas sobre os autistas e pela falta de amparo à inclusão destas pessoas. Logo, são necessarias medididas para sanar tais problemas.

Em primeiro plano, deve-se analisar que a perpetuação de pensamentos capacitistas é algo que, segundo a professora e filósofa Rita Von Hunty, tornou-se cultural e enraizado na mente da sociedade, prolongando o pensamento de que os autistas vão necessitar de serem privados de viver como alguém “comum” pro resto de suas vidas. Além disso, segundo a mesma, a prática de privação destas pessoas de uma convivência social, ajuda a estabelecer o pensamento de que pessoas com autismo não conseguem conviver em conjunto com os demais da sociedade.

Além disso, a ineficiência ou falta de projetos que esclareçam para as pessoas que práticas segregacionistas não são saudáveis em nenhum tratamento, é uma adversidade para os portadores deste transtorno. Logo, ações deste tipo levam a convivência social e a comunicação a se tornarem dificultosas para os autistas, e, sendo assim, com a falta de duas das mais importantes ferramentas do corpo social, dificulta a inclusão destas pessoas na sociedade.

Tendo em vista os fatores da problemática, vê-se necessário a ação do Governo Federal, junto ao MEC e a profissioais da saúde e educação, para criar projetos voltados às pessoas cuidadoras de autistas que possam desconstruir a ideia de incapaz e delicado que foi construída dos portadores teste transtorno. Além de, também, auxiliar no cuidado para com estas pessoas, orientando-os a praticarem um zelo mais voltado a inclusão destas no meio social. Talvez assim, a sociedade possa romper com uma prática discriminatória prolongada desde de a Grécia antiga.