Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A constituição federal de 1988, norma de maior hierarquia jurídica brasileira, defende a inclusão social de todos e o acesso igual a instituições. Entretanto, o Brasil atual não efetua devidamente tal proposta, visto que muitas pessoas autistas ainda sofrem com a falta de inclusão no território. Essa problemática decorre da negligência governamental, bem como da falta de empatia e disponibilidade da sociedade.

Em primeiro plano, é necessário analisar o descuido do governo acerca do autismo. Segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 70 milhões de pessoas no mundo são autistas; mesmo assim, percebe-se, ainda, o precário apoio governamental a elas. A baixa inclusão na educação, por exemplo, é um desafio que muitos jovens autistas brasileiros precisam enfrentar devido à falta de investimentos governamentais. Ademais, o pouco incentivo do país às pesquisas influencia na falta de informação acerca da doença e, consequentemente, de construção coletiva de alternativas que beneficiem essas pessoas.

Outrossim, pela escassez de dados, somada da pouca disponibilidade social de empatia com o próximo, a inclusão de autistas no país permanece complicada. Na série Atypical, exibida na Netflix, Sam, o personagem principal e autista, apresenta desejos comuns de adolescentes. Porém, ao longo de sua caminhada, enfrenta diversos desafios proporcionados por pessoas sem respeito, compaixão e compreensão. Fora da ficção, no Brasil, muitas pessoas enfrentam esse mesmo problema, resultado de uma sociedade antipática e sem dimensão das dificuldades do próximo.

Portanto, a fim de combater os desafios da inclusão de pessoas com autismo no território brasileiro, é necessário mudar. Nesse contexto, o Ministério da Saúde, em conjunto do Estado, deve, por meio de investimentos, alavancar a pesquisa brasileira acerca do assunto e divulgar seus resultados por meio de canais de comunicação, como mídias sociais e televisão. Dessa forma, espera-se que o país possa efetuar a proposta da Constituição de 1988 e promover a empatia da população, agora ciente.