Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Na Revolução Francesa, em 1789, pregava-se a igualdade e a fraternidade e essa ideia foi propagada por todo Ocidente até chegar ao Brasil. Não obstante, esses ideais, ainda hoje, não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa os desafios da inclusão de pessoas com autismo na atual sociedade brasileira. Visto que, os autistas ainda enfrentam diversas dificuldades para se inserirem no mercado de trabalho, devido ao preconceito existente, além da falta de educação aos que obtém essa doença, devido à falta de especialização dos profissionais que atuam nessa área. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esses quadros.
O filme, “Um time especial” (2011), retrata o drama vivido pelo protagonista Mikey, o qual representa um menino autista que sofre discriminação ao ser colocado para compor uma equipe de beisebol. No contexto atual, é notório que o principal motivo da exclusão dos autistas na sociedade contemporânea é o preconceito existente pela população. Esse fator ocorre, porque muitas pessoas não possuem conhecimento mínimo necessário para lidar com estes indivíduos especiais, seja por falta de informações, curiosidade ou aversão aos diferentes. Dessa forma, há poucas oportunidades de trabalho aos portadores de autismo, sendo assim, eles são obrigados a viver por toda vida sob responsabilidade e dependência de seus familiares. Nesse sentido, visa-se negligência governamental e, diante disso, medidas far-se-ão primordiais para mudar esse cenário excludente da comunidade brasileira.
Segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, escrita no “Contrato Social”, é dever do estado garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos indispensáveis, como a educação. Contudo, os autistas não são inseridos e acolhidos pelos progamas políticos, visto que, não existe a obrigatoriedade das escolas em contratarem profissionais especializados e capacitados para trabalhar com pessoas portadores dessa doença. Tal fato, diminui as opções de instituições de ensino que o autista pode frequentar, e consequentemente, o mesmo não consegue ascender socialmente devido a não conseguir completar seu estudo. Por conseguinte, tem poucas oportunidades no mercado de trabalho.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a mídia, promova propagandas e documentários, afim de, explicar melhor a doença. Além disso, é importante que o Ministério da Educação invista na formação de profissionais através de cursos especializados. A fim de que, diminua o preconceito e que as pessoas autistas consigam uma qualificação profissional. Assim, se consolidará uma sociedade melhor, onde o Estado desempenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.