Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

No início do século XX, no Hospital Colônia de Barbacena, inúmeros autistas foram enviados para receberem tratamento de eletrochoques só por serem tidos pelos seus familiares como “loucos”. Porém, mesmo com a humanização dos tratamentos psiquiátricos, ainda há resquícios de desumanização na integração social dos autistas, o que gera desafios para que os mesmos sejam incluídos socialmente. Por isso, torna-se necessário o entendimento acerca das raízes desse estigma, assim como compreender a maneira mais efetiva de sanar essa exclusão social vigente até os dias de hoje na sociedade.

Nesse prisma, o conhecimento da discriminação deve partir do fato que somente em 1994 o autismo foi classificado pela Organização Mundial da Saúde(OMS) como doença, tornando o entendimento acerca da doença mais dificultosa. Além disso, o estigma relacionados às doenças mentais só cresce no Brasil, visto que os mesmos são tidos como párias sociais, fazendo com que os portadores do espectro autista se sintam cada vez mais parte dos grupos tidos como invisíveis. Por conseguinte, as doenças mentais, desde a antiguidade, são vistas de maneira pejorativa, uma vez que os tratamentos para os mesmos eram a base de eletrochoques e barbitúricos(sedativos), fazendo a sociedade crer que os autistas, por exemplo, eram pessoas com nenhuma sanidade e com impossibilidade de contato social.

Ademais, para que haja a mitigação em tais preconceitos e dificuldades, deve-se entender sobre a necessidade de inclusão dos portadores do espectro em atividades, uma vez que a mesma é citada por terapeutas como a base tratamento. Nesse contexto, segundo a OMS, a redução da ansiedade gerada pelo autismo pode ser feito com a tentativa de socialização do portador, já que, com a exclusão, o mesmo se sente inseguro e  propenso a se alienar cada vez mais. Portanto, têm-se que a maneira mais correta a incluir os portadores dá-se pelo estímulo de técnicas de conversação e de brincadeiras que visem a interação entre o portador e outras pessoas, facilitando assim para que o mesmo no futuro possa desfrutar de uma convivência mais saudável.

Logo, é imprescindível que haja a inclusão dos autistas no Brasil. Para tal, cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Saúde criarem um planajamento escolar inclusivo, que vise sanar essa exclusão vigente, fazendo com que o portador possa se sentir mais apto a conviver socialmente. Além disso, cabe aos veículos midiáticos a promoção de campanhas que mostrem como a interação com um portador deva ser feita de modo que não constranja-o, visando a comunicabilidade entre a socieda. Com isso, espera-se que o Brasil possa tornar-se mais inclusivo.