Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou a lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para a nação que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, destaca-se o estigma associado às doenças mentais, problema recorrente na sociedade brasileira. Essa realidade se deve, principalmente, à inoperância estatal e à alienação social.

É importante mencionar a inoperância do Estado como fator determinante para a permanência dessa questão no país. Sob esse viés, segundo o Contrato Social de John Locke, cabe ao Estado fornecer medidas que garantam o bem-estar social, entretanto, essa não é a realidade. Desse modo, essa Insuficiência do aparato institucional se configura como uma falha grotesca da função do Estado com o Contrato Lockeano. Por conseguinte, uma grande parcela da população fica à margem da sociedade, assumindo para si uma situação de subcidadania, por ter o direito à inclusão social, assegurado pela Carta Magna, deturpado. Logo, é essencial que o Contrato Social seja cumprido, a partir de medidas governamentais.

Além disso, percebe-se que o silenciamento social é fator determinante para a permanência do problema no Brasil contemporâneo. Sob esse viés, o teórico Michel Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que os alicerces do poder continuem mantidos. Contudo, na atualidade, percebe-se uma omissão não que se refere às discussões acerca dos desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil, que tem sido uma questão omitida no país. Desse modo, sem diálogo a respeito dessa problemática, sua resolução é quase utópica.

Portanto, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados à inclusão de tal parte da sociedade. Logo, o Ministério da Saúde -órgão encarregado de pessoas com autismo- deve realizar sua inclusão, por meio de programas sociais, com a finalidade de conscientizar a necessidade de incluir os autistas em nosso dia a dia. Além disso, cabe a Amaes realizar eventos beneficentes e divulgar a importância da exclusão dos autistas. Dessa maneira, o Brasil será o país da ordem e do progresso, como proferiu Raimundo.