Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
A inclusão de pessoas com autismo na sociedade brasileira é um tema é bastante marginalizado, tendo em vista o preconceito de grande perte da população e a negligência governamenal para com essas pessoas. Dessa forma, ao analizar os desafios enfrentados por esse grupo, foi sancionada a Lei 12.764 em 2012, entretanto, esses problemas prevalecem até os dias atuais.
De início, vale ressaltar que os autistas -pessoas portadoras de autismo- são extremamente marginalizados da sociedade por conta da xenofobia -medo do diferente- da própria. Ademais, há diversos casos em que esses indivíduos são rejeitados por instituições educacionais, além de serem, frequentemente, vítimas de “bullying” nesses ambientes escolares. Contudo, visando a Lei 12.764, tanto instituições públicas quanto privadas são obrigadas a fornecer acompanhamento especial para alunos com Transtorno de Espectro Autista (TEA). Contudo, são proibidadas de derejeitar alunos por causa de sua enfermidade e marginalizar essas pessoas por puro preconceito.
Destaca-se, ainda, a negligência do Governo para resolver o problema de maior inclusão de autisas na sociedade, já que muitos portadores dessa síndrome não conseguem exercer os seus direiros impostos pela legislação brasileira e são excluídos do convívio social. Como dizia Martin Luther King, “a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. Dessa maneira, o descaso e a falta de comprometimento do Governo com as pessoas que possuem TEA também é considerada uma ameaça à justiça brasileira, o que deixa o Governo em uma posição contraditória, pois ele cria uma lei que defende e ampara esses indivíduos, porém, não garante a ação efetiva da mesma.
Pode-se concluir, então, que a inclusão de pessoas com autismo ainda é um desafio muito enfrentado e com pouco êxito no Brasil. Por conseguinte, é necessário que ONGs, instituições e centros de inclusão de pessoas com TEA criem campanhas de conscientização da população sobre esse transtorno, o quanto antes, com o intuito de cessar o preconceito e marginalização dessa pessoas portadoras de autismo, para que elas possam ser inclusas na sociedade e exercer sua cidadania. Outrossim, essas instituições e a prórpria população poderiam pressionar o Governo, para que esse dê mais importância ao combate à discriminação desse grupo, realizando, assim, a justiça que foi proposta pela Lei 12.764.