Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
A série do serviço de streaming Netflix “Atypical” narra a vida e as dificuldades que o adolescente de 18 anos Sam enfrenta no seu cotidiano por ser autista. Não distante da ficção, pessoas neurodivergentes no Brasil também precisam lidar diariamente com sua exclusão na sociedade que é causada, principalmente, pela falta de informação que se tem acerca da síndrome e falta de capacitação dos profissionais da educação para atender pessoas com autismo. Assim, é preciso analisar e reverter esse cenário. A princípio, é preciso salientar que a falta de informação sobre o Transtorno do Espectro Autista é um dos principais obstáculos para a inclusão social de pessoas autistas. Apesar de existirem cerca de dois milhões de neurodivergentes no Braisl, segundo dados da ONU, pouco se sabe sobre o transtorno, o que gera estigmas em relação a ele. Conforme afirma o pensador Roussear, o ser humano teme tudo aquilo que é desconhecido. Nesse sentido, a desinformação da população acerca de pessoas com autismo acarreta em preconceito e descriminação, o que difilculta a sua inclusão. Ademais, a não capacitação das instituições de ensino para atender pessoas neurodivergentes é um grande impedimento para a socialização dessas pessoas. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano aqui que a educação faz dele. Dessa forma, a falta de uma educação adequada para pessoas autista dificulta sua inclusão na sociedade, uma vez que atrapalha seu desenvolvimento social e bem estar. Em vista disso, fica evidente a necessidade de profissionais qualificados para oferecer uma boa educação às pessoas com síndrome do autismo. Portanto, analisando os desafios da inclusão de pessoas autistas na sociedade fica notória a necessidade de medidas para reverter a situação. Cabe aos Ministérios da Educação e da Saúde promoverem um maior conhecimento à sociedade acerca do Transtorno do Espectro Autista, por meio de campanhas e palestras que busquem informar é esclarecer os estigmas sobre a síndrome, além de trabalhar questões como respeito e tolerância ao diferente. Ademais, é dever do Ministério da Educação capacitar os profissionais da educação para atenderem pessoas com autismo adequadamente, através de treinamento especializado e palestras. Dessa forma, será possível promover a inclusão dessas pessoas na sociedade.