Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
No filme norte-americano “Forrest Gump”, a personagem principal, que leva o mesmo nome do título, é portadora da síndrome do autismo e por isso enfrenta várias dificuldades na sua vivência. Infelizmente essas vicissitudes fazem parte da realidade brasileira e a descriminação e a inadaptação escolar contribuem para a exclusão dos autistas na sociedade. Dessa forma, faz-se essencial o combate à tais agravantes e impedidores do progresso.
Primeiramente, vale ressaltar a descriminação, fruto da ignorância e individualismo, como causa da problemática. O desconhecimento acerca da doença, evidenciado pela tardia classificação pela Organização Mundial de Saúde na década de 90, corrobora para esse preconceito, que se baseia na desinformação sobre o assunto. Nesse contexto, teme-se o novo, que no caso é a síndrome, e, por consequência, há a descriminação e exclusão destes indivíduos. Seguindo a citação do escritor Machado de Assis, tem-se que para desfazer um preconceito basta uma reflexão e, sendo assim, é imprescindível a conscientização da população acerca da enfermidade.
Paralelamente à ignorância popular, a incapacidade da sociedade brasileira se adaptar visando a integração de autistas e outros deficientes mentais perpetua a mazela. Em todas as áreas da sociedade existe a necessidade de adaptação a fim de incluir os portadores da doença, porém a desqualificação no ambiente escolar se mostra fundamental na não inserção dessas pessoas na sociedade. Analogamente ao educador Paulo Freire, que diz “A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades”, mostra-se claro a importância da profissionalização e qualificação do sistema educacional para entender e incluir os portadores da síndrome do espectro autista.
Diante o exposto, mostra-se essencial a adoção de medidas contra o preconceito social e que visem a evolução no âmbito escolar acerca do autismo. Em vista disso, é necessário a criação de campanhas publicitárias, por parte do Governo Federal e o Ministério da Educação, por meio de vídeos e panfletos informativos divulgados em mídias sociais e online, a fim de conscientizar a população e evitar a descriminação. Além disso, é indispensável a adaptação do ambiente escolar a fim de uma melhor educação e formação desses portadores, possibilitando assim uma vida normal e sem as dificuldades enfrentadas por Forrest Gump.