Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O autismo é uma condição em que o portador tem, em geral, deficiência nos nervos espelhos, dificultando, assim, a sensação de empatia. Todavia, mesmo com campanhas informativas sobre a situação desses cidadãos, ainda existe exclusão deles nas políticas públicas. Desse modo, essas pessoas, ao invés de receber ajuda para serem incluídos na sociedade, são subtraídos e tornam-se mais dependentes de ajuda que está atrasada ou é precária, além do preconceito que agrava negativamente.

Seguindo esse viés, o preconceito ocorre em consequência da desinformação sobre o autismo, o que podem gerar situação de desrespeito para com os autistas e, por conseguinte, deixá-los mais distantes da sociedade. Nesse caso, faz alusão à série americana “The Good Doctor”, a qual o protagonista é médico e possui a Síndrome de Savant decorrente do autismo que tem por característica a inteligência espacial e memória bem desenvolvidada, porém não consegue primeiramente participar de cirurgias por conta do preconceito do cirurgião responsável pelos residentes, mostrando, de fato, a desconfiança sobre a situação da personagem principal. Dessa forma, demonstra-se a classificação de incapacidade dada, erroneamente, aos autistas em geral, sem considerar suas outras especificidades.

Outrossim, não há somente um tipo de autista, cada um necessita de atenção e ajuda diferentes. Assim como doenças crônicas, o autismo é dividido em grau e severidade, podendo ser leve para dificuldades em socialização com colegas até severa para os quais não conseguem se comunicar nem com os próprios pais. Entretanto, os mecanismos públicos ou não possuem acessibilidade para autistas ou possuem de forma precária. Nesse raciocínio, a Constituição de 1988 assegura a disponibilidade de condições especiais para pessoas do espectro autista, no entanto, a lei não é cumprida quando há casos de escolas que não podem receber crianças com essa tribulação, evidenciando o descaso do Estado.

Portanto, para uma sociedade mais justa, é necessária a inclusão dos indivíduos do espectro autista. Por isso, seria interessante o Ministério da Educação promover nas escolas dinâmicas de empatia com os autistas por meio de atividades lúdicas para as crianças, a fim mitigar o preconceito pela base. Ademais, as ONGs poderiam em conjunto com as comunidades trazer acessibilidade para os ambientes de trabalho e, principalmente, escolares, através de fiscalização de escolas e pressão sobre o Governo Municipal e Estadual, com o propósito de cumprir-se a lei e diminuir a exclusão desse grupo especial. Com isso, os cidadãos autistas poderão fazer parte da sociedade e exercer sua cidadania.