Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O dia 2 de abril, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), é considerado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Entretanto, mesmo com um dia designado ao entendimento dessa síndrome no país, há indícios de que ele possui pouca visibilidade, visto que a população autista ainda apresenta sérias dificuldades em ser inserida na sociedade, como, principalmente, a ausência da democratização de estabelecimentos próprios para os autistas e a mínima quantidade de políticas públicas destinadas à essa parcela da população. Nesse âmbito, afirma-se que é necessário analisar a problemática e solucioná-la.
Inicialmente, é notório a ausência da democratização de instituições e estabelecimentos (escolas e hospitais, por exemplo) destinados à população autista no Brasil. Segundo a psicóloga especialista no tema em questão, Thais Boselli, tal fato é uma grande adversidade, visto que, “força” as pessoas portadoras dessa síndrome a buscarem, por conta própria, locais que as aceitem normalmente. Entretanto, tais locais são raros e, muitas vezes, não oferecem o suporte necessário à essa população, o que é, claramente, um empecilho para a inclusão de pessoas com autismo no país.
Além disso, evidencia-se que há uma mínima quantidade de políticas públicas destinadas aos autistas brasileiros. Diante do descaso do Estado em questão, os próprios indivíduos vão em busca de políticas sensibilizadoras relacionadas aos austistas, como a Lei Romeo Mion, sansionada após o apresentador Marcos Mion (pai de uma criança portadora da síndrome) ter relatado sua indignação a respeito dessa realidade brasileira. A situação em análise é um grande problema, uma vez que a população portadora dessa síndrome requer uma atenção especial, ou seja, necessita de leis que garatam a sua segurança e bem-estar na sociedade. Dessa forma, com a ausência ou presença de mínimas legislações destinadas à essa parcela da sociedade, a inclusão delas é, por conseguinte, dificultada.
Em suma, observa-se que é necessária uma mudança no cenário analisado para que a pessoas com autismo do Brasil sejam incluídas na sociedade. Para isso, cabe ao governo federal a criação de instituições e estabelecimentos públicos destinados à população autista no país. Por meio de subsídios tributários estatais, essa ação terá o objetivo de fazer com que os austistas tenham acesso ao cuidado e suporte especial que precisam. Além disso, é dever das Assembleias Legislativas a sanção de leis que relacionem-se ao bem-estar e segurança dos portadores da síndrome, para que assim, eles tenham uma quantidade aceitável de políticas públicas que as garatam uma boa convivência na sociedade. Dessa forma, a inclusão de pessoas autistas no país será concretizada de maneira gradativa e o dia 2 de abril, estabelecido pela ONU, terá cada vez mais visibilidade.