Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O Brasil apresenta em seu território cerca de dois milhões de indivíduos que sofrem de autismo. Apesar dos portadores desta síndrome serem protegidos por leis determinadas desde 2012, igualando seus direitos como seres humanos, ainda há diversos relatos que evidenciam a exclusão deles na sociedade. Tal ato irresponsável cometido por alguns, seja pelo preconceito ou pela compreensão de que este grupo é pouco apoiado por órgãos autoritários, resulta em obstáculos para a inclusão dos autistas no país. Desse modo, é necessário a discussão imediata do tema a fim de buscar soluções para as questões envolvidas.
Em primeiro lugar, o preconceito da população e de instituições particulares inibem qualquer tentativa de inclusão social. Segundo uma matéria formatada pelo site “O Tempo”, diversas escolas particulares se recusam a matricular jovens com algum tipo de deficiência. Esse posicionamento de certos diretores e responsáveis provoca a discriminação de parte da sociedade, sendo um possível ponto de origem para o sentimento de exclusão e até mesmo o desenvolvimento de transtornos psicológicos por parte dos excluídos.
Ademais, a falta de atuação ativa de órgãos responsáveis pelo bem estar de uma população agrava ainda mais a situação. Um exemplo disso é a tardia classificação da doença pela OMS (Organização Mundial da Saúde) que, mesmo apresentando uma grande incidência, mostra-se em uma espécie de segundo plano. Com isso, apesar de qualquer tentativa individual de inclusão da minoria, os portadores desta síndrome continuam alvos de ofensas e injustiças.
Dessa maneira, torna-se claro a necessidade da implantação de algumas medidas para que os desafios da inclusão de pessoas autistas sejam solucionados. Portanto, cabe ao indivíduo, por meio do estudo e da adesão de uma consciência coletiva, excluir seus preconceitos para que haja a igualdade social. Além disso, órgãos como a ONU (Organização das Nações Unidas) e outras autoridades devem fiscalizar, por meio de pesquisas e abordagens contínuas, a população para que o respeito ao próximo seja garantido. Assim, as leis brasileiras que protegem os autistas serão rígidamente acatadas e a presença dos indivíduos que possuem essa síndrome será respeitada.