Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na série americana The Good Doctor, que trata-se de um drama médico, onde acompanha o dia-a-dia de Shaun Murphy, um jovem médico que possui um tipo de autismo chamado Savant, um raro distúrbio psíquico que faz com que algumas pessoas tenham habilidades intelectuais extraordinárias, sérias dificuldades em se comunicar, compreender o que lhe é transmitido e estabelecer relações interpessoais. À medida que a série vai evoluindo, é mostrado como o protagonista tem de enfrentar a injúria cometida por outros personagens da série. Contudo, a mensagem que a série passa aos telespectadores é a realidade de muitos portadores com autismo na sociedade brasileira.

O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por padrões de comportamentos repetitivos e dificuldades na interação social, que afeta o desenvolvimento da pessoa com TEA. Nesse sentido, portadores dessa síndrome possuem uma vida social diferente da maioria das pessoas, justamente por não conseguirem conversar e agir da forma esperada pelos outros. Segundo a ONU (Organização Mundial da Saúde) considera a estimativa global de que aproximadamente 1% da população pode ter autismo no mundo todo, número que o então secretário-geral Ban Ki-moon anunciou em 2010, reafirmado pelo documento do painel de discussão do Dia Mundial de Conscientização do Autismo de 2013.

No meio acadêmico do ensino superior e no mercado de trabalho, embora a quantidade de autistas tenha aumentado, ainda é necessário ampliar a acessibilidade. Atualmente, não há, na maioria dos casos, nem escolas e nem universidades da rede pública e privada que tenham materiais específicos para atender os portadores de autismo, fato que, por si só, alimenta as disparidades da qualidade do preparo entre o aluno autista e o não autista, desfavorecendo, portanto, o ingresso dos portadores desse transtorno no mercado de trabalho e ainda prejudicando a integração da sociedade com os mesmos. Ademais, é importante salientar que a inclusão das pessoas autistas também se dá pelo acesso aos tratamentos pela rede pública, terapias e acompanhamento médico desde a infânca se faz algo essencial para inserir o deficiente autista na sociedade.

Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. Com ajuda do Ministério da Saúde em parceria com a mídia televisiva, é importante mostrar como é ser um autista em uma sociedade sem acessibilidade. Também poderia ser feito pelo Ministério da Educação, um projeto que determine no mínino duas turmas para deficientes autistas em todas as escolas, seja ela pública ou particular, para atender alunos especiais. O Ministério da Educação poderia criar uma cartilha e distribuir nas escolas sobre a importância de lutar contra a discriminação de autitas.