Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
A Constituição Federal de 1988 assegura a dignidade como direito de todos os cidadãos. Porém, hodiernamente, nota-se, na realidade brasileira, empasses no que se relaciona a inclusão de pessoas com autismo. Isso porque tanto a mentalidade social, quanto o descaso do governo contribuem para a perpetuação dessa problemática. Dessa forma, urgem medidas que possam alterar essa triste realidade.
Em primeiro plano, vale destacar o desinteresse da população em relação a problemática. Na obra “Ensaio sobre a cegueira” do autor português José Saramago, o termo “eclipse de consciência” faz referência a insensibilidade com os problemas do outro. De forma análoga à produção literária, nota-se a apatia da população em relação às individualidades dos portadores de transtorno de aspectro autista. Assim, a impassibilidade da população tem contribuído para a existência desse panorama.
Ademais, cabe ressaltar o descaso do governo em promover ações para alterar esse cenário. Na Câmara Municipal de São Paulo, o “Dia do Orgulho Hétero” foi proposto como projeto de lei pelo vereador Carlos Apolinário. Nesse sentido, pode-se observar a indiferença do governo em relação a assuntos realmente relevantes, como a promoção da inclusão de pessoas portadores de autismo. Assim, o desinteresse do governo faz-se presenta como empasse no que se relaciona a integração de pessoas com autismo.
Assim, é fundamental promover ações que possam alterar esse quadro. Para isso, é imprescindível que as escolas promovam palestras, por meio da solicitação de profissionais da saúde especializados em TEA (Transtorno de Aspectro Autista), a fim de conscientizar as crianças a cerca desse transtorno que afeta 2 milhões de brasileiros. Dessa forma, será possível garantir a formação de uma sociedade mais igualitária em que a dignidade seja, de fato, um direito pleno a todos os cidadãos.