Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

A série “the good doctor” exibe a história de personagem autista que mesmo possuindo altíssima capacidade médica enfrenta inúmeros descasos para obter sua contratação em um emprego hospitalar. De maneira análoga à análise cinematográfica, no Brasil também há diversos desafios para a inclusão de pessoas com autismo na sociedade, assunto que se interpoe como pauta de ampla discussão seja pela desestrutura educacional, seja pelo capacitismo.

Nesse contexto, tem-se a noção de que a Constituição Federal, em seu artigo 4º, assegura à todos o direito de uma educação de qualidade , no entanto essa garantia é invalidada na medida em que a falta de estrutura adequada para os Portadores do Transtorno do Espectro Autista(PTEA) faz-se presente no sistema educacional brasileiro. Tal óbice é iniciado com o descompromisso governamantal em estabelecer a atenção devida às minorias presentes em um país de grande diversidade, ocasionando a ausência e o mal direcionamento de verbas em setores esseciais para a inclusão dos autistas, como principal as escolas, responsáveis pela período de maior aprendizagem da vivência em sociedade, o que não pode ser aproveitado por pessoas com TEA, uma vez que os dados do IBGE afirmam o total de apenas 12% das escolas brasileiras com a infraestrutura necessária para o aprendizado e a socialização desse grupo. Não bastasse isso, a falta de informação familiar e até mesmo social sobre o reconhecimento de sinais desse espectro dificulta o diagnóstico,podendo assim agravar características introspectivas. Logo, o resultado não poderia ser outro: desigualdade educacional e a piora do autismo.

Outrossim, além da precocidade, o grupo portador desse transtorno torna-se vítima do capacitismo social. Sobre tal ótica, é importante trazer ao discurso a máxima do filósofo Rousseau: “O homem nasce bom, a sociedade o corrompe”,ou seja, uma criança com autismo vive sua vida sem reconhecer-se indiferente do outro, porém a violência verbal causada por comentários capacitistas machucam não só a dignidade, mas também a autoconfiança dessa pessoa. Prova Cabal disso, foi o ocorrido com Carolina Morais, uma estudante autista que passou em primeiro lugar na universidade de medicina e foi atacada por agressões verbais de capacitistas que  idealizam um padrão psico-neurológico.

Diante do exposto,com intuito de mitigar tais desafios de inclusão, é necessário que o MEC- maior responsável pela atividade educacional no país-estabeleça a infraestrutura adequada para os autistas nas escolas, mediante ao envio de verbas para a contratação de profissionais especializados nessa área, para democratizar a educação a esse grupo e ao mesmo tempo facilitar o diadnóstico.Ademais, o Governo deve divulgar nas mídias sociais a criminalização do capacitismo,com o intuito de minimizar tal violência. Assim,após tais ações , haverá uma maior envolvimento dos autistas no Brasil.