Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
O autismo é uma sídrome que atinge cerca de 2 milhões de brasileiros (dado de 2017). Junto da síndrome, o portador, acompanhado da família, precisa enfrentar barreiras que muitas vezes surgem por meio de preconceitos e falta de conhecimento acerca dela. Esses preconceitos geram dois extremos, ou uma segregação, que é o mais comum dos casos, ou um descaso completo do problema tentando ignorá-lo para uma suposta tentativa de “não separar das pessoas normais”. Com tais descuidos seria possível desenvolver graves transtornos psicológicos, tanto no primeiro cenário quanto no segundo.
A criança quando é integrada ao ambiente escolar, muitas vezes não sabe de quase nada, nem de preconceitos que pode sofrer e nem dos problemas que outros podem ter. A criança com autismo geralmente possui a dificuldade de comunicação e um comportamento diferente das demais. Não tendo uma facilidade em comunicar-se o portador acaba excluído dos grupos de alunos, que muitas vezes não sabem o motivo do comportamento diferente, então, o preconceito acaba por falar mais alto. O aluno portador da síndrome, ficando sozinho, acaba tendo suas habilidades sociais cada vez mais debilitadas e de tal forma pode passar a desenvolver problemas psicológicos. Esses casos podem ocorrer quando não existe uma vontade pelo diagnóstico ou quando não é descoberta a causa dos comportamentos, uma vez que o diagnóstico também é muito difícil.
Quando se há um diagnóstico as coisas podem ser mais fáceis, entretanto, o Brasil não tem preparação para conseguir cuidar de forma correta desses casos, os professores não são instruídos, não há o acompanhamento de psicólogos nas escolas, os alunos não são orientados para saberem como ajudar o seu colega que pode acabar necessitando e outros problemas. Não havendo uma especialização, os erros podem começar na própria matrícula da escola, onde os diretores, não sabendo dos cuidados requeridos, acabam tratando como se fosse um aluno que tem o desenvolvimento igual ao dos outros, quando na grande realidade pode ter um desenvolvimento extremamente mais rápido ou mais lento que os demais. Quando não se há esse cuidado, o cenário de exclusão pode ocorrer igualmente como se não houvesse o diagnóstico.
É necessário para começar a melhorar a inclusão, uma união coletiva da sociedade, os pais junto com as escolas e psicólogos, devem iniciar campanhas, divulgações acerca dos desafios enfrentados por essas pessoas e instruir aqueles que estão no ambiente de ensino, e tudo com a finalidade de ajudá-los a entender o que é a causa dos problemas e como fazer com que os portadores não se sintam diferentes a ponto de pensarem que são “anormais” em relação aos outros.