Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da Nação”. O trecho da música “Que país é esse” é o reflexo do Brasil no sèculo XXI, tendo em vista que os cidadãos não são vistos com igualdade, principalmente no que diz respeito a inclusão de pessoas com autismo. Dessa forma, é perceptível que a sociedade brasileira ainda apresenta com insistência a exclusão desses indivíduos fortalecendo o preconceito, por conta da negligência estatal, bem como a falta de conscientização para com os autistas. A partir disso, verificasse a necessidade de medidas para atenuar esse problema.

Diante desse cenário, é válido ressaltar, em primeiro plano, que a falta de ações por parte do Estado é uma das causas da exclusão dessa pessoas. Tal cunjuntura é análoga às crianças autistas que precisam de professores auxiliares, em escolas públicas, não terem assistência do governo para isso, sendo poucas que conseguem esse auxílio, e os professores das escolas tem nem nenhuma capacitação para lidar com um aluno autistas, portanto a vida escolar dos sujeitos ficam prejudicado e normalmente esse tipo de alunos é anti-social, sendo a escola uma forma de introduzi-lo na sociedade, no entanto ele não consegue sem a ajuda de um profissional capacitado para cuidá-lo. Sendo assim, atitudes devem ser tomadas urgentemente a fim de minimizar tal problemática.

Em segundo plano, é perceptível a ausência de conscientização da população com o autista. Prova disso está na série “Atypical”, da Netflix, o qual demostra a vida de um garoto autista-protagonista- tentando ser um adolescente comum, no esteriótipo norte-americano, no entanto todo esse processo foi conturbado, e muitas pessoas não tiveram compaixão pelo menino, sendo ele um garoto mais excluído. Fora das ficções, a realidade não é diferente, o autista se priva de ir em vários lugares pelo julgamento dos indivíduos que estão no mesmo lugar, demonstrando que o preconceito mesmo com o passar do tempo ainda está enraizado na sociedade brasileira. Dessa forma, ações devem ser tomadas para atenuar tal situação.

Face a tais informações, portanto, é lícito concluir que é preciso adotar um paradigma responsável para atenuar o problema. Assim, cabe ao Ministério da Economia-responsável pela administração do dinheiro público- destinar parte da verba para levar a assistência de profissionais capacitados  as pessoas autistas a fim de minimizar essa discrepância em seu estilo de vida por conta da doença. Concomitantemente, a Mídia deve criar programas de entretenimento incluindo personagens autistas, com o intuito de inclusão dessas pessoas. Somadas essas medidas, será possível, quem sabe, criar uma população que não exclua ninguém.