Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Na Antiguidade, os espartanos analisavam os recém-nascidos, com a função de avaliar o bebê, se algo “anormal” fosse encontrado, a criança era sacrificada. Atualmente, ainda existem desafios para incluir os portadores de necessidades especiais, como o autismo. Dentre os principais entraves, destacam-se a falta de políticas públicas e o desconhecimento.

Após o supracitado, a precariedade em políticas inclusivas para os enfermos, consequentemente, dificulta o tratamento para o espectro, pois a falta de clínicas e terapeutas pode piorar a psique do paciente, prejudicando a vida do mesmo. Este argumento é comprovado pela fala de Augusto Cury, psiquiatra brasileiro, afirmando que a pobre infraestrutura atrapalha a vida do necessitado alegando que a política deveria ser reavaliada. Resumindo, o baixo investimento inviabiliza a melhora nas questões psíquicas.

Ademais, o desconhecimento facilita a discriminação praticada pelos alienados, porque os leigos criam uma imagem distorcida sobre os autistas. Isto é comprovado pela série, distribuída pelo serviço de streaming Netflix “Atypical”, a qual retrata a vida de um jovem diagnosticado com o “déficit”, em um determinado momento, os colegas de classe, por não saberem do que realmente o garoto tinha, julgavam-o e fingiam a inexistência do adolescente. Ou seja, a desinformação afeta a recepção dos “enfermos”.

Portanto, é necessário criar estratégias para minimizar a questão. Logo,  o Ministério da Saúde -responsável pelas medidas hospitalares- em parceria com o Poder Executivo, deverão aumentar o orçamento no setor da medicina psicológica, adotando e facilitando os serviços para os que precisam, por meio de empréstimos feitos pelo MERCOSUL. Além disso, elaborarão palestras com psicólogos e terapeutas, apresentando e explicando o que é a síndrome, transmitindo as reuniões pelos diversos meios de comunicação. Assim, não ocorrerão mais sofrimentos como os de Esparta.