Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

O escritor brasileiro Carolos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, publicado em 1928, apresenta um eu lírico que enfrenta obstáculos durante a vida. Tais adversidades são simbolizadas por pedras, que impedem o indivíduo de seguir um percurso próspero, o que pode ser comparado com os desafios que autistas têm na sua inserção à sociedade. Nesse sentido, o capacistismo e a desordem nas escolas são desafios dessa inclusão. Logo,  medidas são necessárias para enfrentar o problema e inserir pessoas autistas na sociedade brasileira.

Nesse viés, verifica-se o capacitismo que os autistas sofrem, já que a sociedade o vê como incapaz. Um exemplo disso, é quando um cidadão com a síndrome quer a sua  independência, mas é impedido e  tratado de uma forma diferente das outras pessoas. Tal situação, pode ser comparada a série da Netflix “Atypical”, em que Sam um personagem que possui um grau de autismo, quer a sua liberdade e durante a obra, sua mãe tem uma postura de superprotetora, que impede seu filho de viver como os outros jovens da sua idade, além disso, os colegas de classe de Sam muitas vezes zombam e ridicularizam-o. Dessa forma, o personagem retrata os acontecimentos que cidadãos brasileiros com a síndrome sofrem diariamente e isso deve ser mudado.

Por conseguinte, salienta-se a falta de organização que tem nas escolas do Brasil e como isso afeta a formação de um estudante autista. O aluno que possui a síndrome já tem uma maior dificuldade de aprendizagem, e nele se encontra outros obstáculos em seu processo de formação, que são os problemas de socialização. Assim, conforme o documentário “Pro dia nascer feliz”, retrata a realidade das escolas brasileiras, e que há alunos que vão a escola apenas para zombar de colegas de classe. Dessa maneira, o estudante autista, sofre muito mais, pois é visto como alvo de bullying, o que gera no futuro traumas e nenhum apoio a ele é dado. Em suma, o ambiente escolar se torna caótico e não há ajuda para alunos com síndromes, portanto, percebe-se que é um problema crítico e deve ser mudado.

Diante do exposto, nota-se as pedras no caminho em que uma pessoa com autismo tem, e que está muito envolvido em seu processo de formação que acontece principalmente nas escolas, por isso, uma intervenção precisa ser feita. Portanto, O Ministério da Educação, órgão responsável pela administração da educação, deverá promover um maior apoio a alunos com autismo afim de incluir-lo melhor socialmente. Isso poderá ser concretizado a partir de seções com psicólogos e psiquiatras nas escolas com um maior acompanhamento a esse aluno autista. Com isso, o portador da síndorme se sentirá mais seguro nas escolas, e o capacitismo que essas pessoas antes sofriam não ocorrerá mais, mudando o ambiente escolar para uma melhor formação do autista e incluindo-o melhor socialmente.