Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
A série “Atypical” conta sobre a vida de Sam, um garoto autista de 18 anos. Na obra é retratado o dia a dia dele, suas dificuldades de se relacionar com as pessoas e de se manter no seu trabalho. Analogamente, no cenário hodierno brasileiro, devido à falta de instrução da sociedade e ao despreparo das escolas, a inclusão de indivíduos do espectro autista é dificultada. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para que essa realidade seja revertida.
A princípio, a sociedade, por falta de conhecimento, é preconceituosa com os indivíduos autistas. Com isso, eles não possuem as mesmas oportunidades de emprego que as pessoas fora do espectro, já que eles são considerados inferiores e incapazes pela comunidade. Todavia, de acordo com o educador brasileiro, Paulo Freire, é essencial que haja uma educação libertadora - que estimule a liberdade, a indepedência e a autonomia - porém a predominância de uma educação bancária, ou seja, conteudista, no Brasil, é um empecilho para o entendimento da condição desses sujeitos. Dessa forma, é de suma importância que se tenha uma base educacional de qualidade, com uma metodologia mais ligada à aprendizagem desse problema psiquiátrico.
Além disso, as instituições de ensino não possuem profissionais preparados para lidarem com crianças e adolescentes com autismo. Por esse motivo, esses alunos, por não receberem um acompanhamento de qualidade, apresentam um impacto no rendimento escolar, o que, futuramente, pode evoluir para o abandono escolar. Contudo, segundo o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos, sendo de obrigatoriedade do Estado promovê-la e incentivá-la na teoria, mas, na prática, isso não ocorre. Portanto, é imprescindível que haja uma mudança nesse setor, visto que a escola é fundamental para o desenvolvimento pessoal e para a inserção deles no corpo social.
Logo, é evidente que a dificuldade da inclusão de pessoas autistas no Brasil, fruto da sociedade e das escolas, apresenta diversos desafios, sendo fundamental medidas para modificar a atual conjuntura. Assim, é dever do Ministério da Educação atuar na formaçao dos alunos, com a efetivação da grade curricular. Isso dever ser feito por meio de aulas de Biologia e Sociologia que abordem sobre esse transtorno e sobre a importância da convivência com o diferente, a fim de aumentar o conhecimento dos cidadãos sobre o autismo e a inclusão delas na comunidade. Ademais, é dever do MEC contratar profisisonais mais capacitados, como pedagogos, que estejam aptos a ajudar na aprendizagem desses alunos, com o intuito de que, assim, eles possam desfrutar de seus direitos e se desenvolverem. Com essas propostas, seria possível, então, que situações como as de Sam sejam minimizadas.