Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Atypical é uma série norte-americana, que conta a história de Sam Gardner, um rapaz de 18 anos com espectro do autismo que tenta lidar com as dificuldades, muitas vezes pela incompreensão das pessoas ao seu redor. Analogamente, a ficção não distoa da realidade vivida pelos portadores do TEA (Transtorno do Espectro Autista) no Brasil, que revela a dificuldade dos mesmos em se ver inseridos na sociedade. Diante dessa problemática, faz-se necessária a análise desses fatores.
Em primeiro lugar, cabe abordar a falta de conhecimento acerca do autismo na sociedade. Quanto a esse fator, ainda há muitos desentendimentos no diagnóstico por imprecisão, segundo a pesquisa feita pelo governo em 2017. Deste modo, acaba-se gerando discriminação no meio escolar e no mercado de trabalho, impossibilitando que essas pessoas sejam detentoras de uma vida de acordo com seus direitos fundamentais, como a igualdade nas oportunidades.
Contudo, recentemente tem se dado visibilidade a essa pauta -como exemplo a série citada-, e os portadores estão podendo ir atrás de mais acessibilidade. Ademais, em 2020 foi sancionada a Lei Romeo Mion, que pretende facilitar o dia-a-dia dos espectros por meio da CIPTEA(Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista), que garante prioridades nas áreas da saúde, educação e assistência social. Sendo assim, é pertinente dizer que está se progredindo acerca de algumas melhorias para a vida dos portadores de TEA.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para a melhoria desse quadro ainda mais. Assim, o Estado -promotor do desenvolvimento social- deve investir em campanhas de informação, por meio dos meios de publicidade. Ademais, podendo junto ao Ministério da Educação, levar as escolas a temática aos pais, que possa facilitar a procura de diagnostico dos filhos dos mesmos quando for notado algum sintoma. Desse modo, dar-se-á o primeiro passo para abrandar esse cenário