Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 06/06/2021

De acordo com a OMS, estima-se que hajam 2 milhões de pessoas com Transtorno do Espectro Autista no Brasil. Atualmente, há uma grande falta de preparo das escolas para receber crianças com TEA, e de diagnóstico e tratamento precoce. Além disso, faltam políticas públicas para gerar inclusão desses sujeitos. Tais fatores geram, por conseguinte, a exclusão desses indivíduos da sociedade brasileira.

Em primeira instância, dados coletados pela OCDE apontam que 73% dos professores do 5º ao 9º ano no Brasil receberam orientação de como atuar com alunos com autismo. Porém 58% dizem que que sentem muita necessidade de ter um treinamento voltado especificamente para o assunto – enquanto a média da OCDE é de 22%. Dito isso, percebe-se que há um grande depreparo da escola para atender as necessidades desses alunos.

“O diagnóstico de autismo é clínico. Depende da avaliação do comportamento da criança e da entrevista com os pais. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores serão as possibilidades e oportunidades de tratamento”, explica a psiquiatra Denise Evangelista, que atua no Núcleo de Atenção a Criança e o Adolescente (Naia), setor do HSM que atende diretamente com pacientes com a síndrome. Portanto pode-se inferir que o diagnóstico precoce é essencial. Mas, na maioria dos casos, ele ocorre na adolescência, o que dificulta criticamente o tratamento.

Desse modo, para que haja um diagnóstico mais precoce de TEA para os brasileiros é preciso que o Governo Federal crie campanhas publicitárias que conscientizem a população dos sintomas do autismo, por meio da verba destinada a saúde. Além disso o MEC deve incluir treinamento voltado para atuação para esses indivíduos por meio de abaixo-assinados de pais e professores. Tais ações resultariam em um maior preparo da escola, um tratamento mais eficiente e uma sociedade mais inclusiva.