Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
No filme de 1941, Dumbo, é contada a história de um elefante que nasce com orelhas maiores que o considerado normal, e por isso, sofre discriminação e é excluído pelos outros animais do circo. No Brasil da atualidade, pode-se perceber que o mesmo acontece com pessoas portadoras de autismo e isto se deve a duas causas principais: a desinformação da população e a ineficiência da educação para lidar com alunos autistas, assim, não permitindo a inclusão destes em meio a sociedade.
Primeiramente, entende-se que a chegada da tecnologia tenha causado um significativo avanço na área de saúde, porém, o autismo ainda é uma doença carente de informações e a população acaba sem conhecimento sobre a síndrome, o que ocasiona dois reflexos: o preconceito e a exclusão (a segunda sendo uma consequência do primeiro). Assim, é viável mencionar que o conhecimento sobre doenças neuropsiquiátricas recorrentes como o autismo por parte dos brasileiros é importante para a diminuição da discriminação. Com este pensamento, pode-se citar o tardamento da inclusão do autismo na Classificação Nacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, conforme dados coletados pela USP em 2018, que evidencia a necessidade de criação de soluções eficazes para uma sociedade mais inclusiva.
Em segundo plano, o autor naturalista Raul Pompeia diz, em ‘O Ateneu’ que as ações em sociedade são um reflexo do que foi experienciado na escola. Esta citação, por sua vez, pode se relacionar a um dos entraves da educação no Brasil que é a falta de inclusão de alunos com transtornos neuropsiquiátricos devido a falta de capacitação de profissionais da área. Pois com este desprovimento, os alunos autistas acabam segregados pelo acompanhamento indevido, o que prejudica o aprendizado e a socialização das crianças e adolescentes portadores da doença. Portanto, é claro a importância da contratação de docentes qualificados para minimizar a exclusão e colaborar com o desenvolvimento destes jovens para seu melhor convívio na sociedade.
Para finalizar, pode-se considerar que a melhor forma de diminuir os desafios da inclusão de portadores do transtorno autista na parte educacional é a melhora na capacitação de docentes e a contratação de profissionais especializados para acompanhamento escolar(psicopedagogos, por exemplo), criando um conjunto docente preparado para auxiliar os alunos autistas, não somente com os estudos, mas também para a sua socialização na escola. Além disso, o Ministério da Saúde pode utilizar propagandas e outros meios de comunicação para disseminar mais informações para a população, em posts no ‘instagram’ ou hashtags no ’twitter’, por exemplo, assim tendo um alcance maior e diminuindo o preconceito por parte da população.