Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Na comédia americana “The Big Bang Theory”, um dos personagens principais da trama, Sheldon Cooper (Sheldon Cooper), tem uma singularidade envolvendo o transtorno do espectro do autismo (TEA), portanto, ele enfrenta alguns problemas no cotidiano. Fora do romance, o panorama do Brasil hoje se assemelha à situação retratada na série, pois há obstáculos que impedem o grupo de se integrar às instituições sociais: preconceito e falta de debate nas escolas. Portanto, é necessário mudar esta situação desfavorável.
Portanto, é importante destacar que o preconceito dificulta a inclusão das pessoas autistas no Brasil. Diante disso, embora a Constituição Federal estipule que todos são iguais perante a lei, as pessoas que sofrem dessa doença neurológica continuam sofrendo de intolerância e desrespeito. Ademais, é válido mencionar a inoperância do Estado como fator determinante para a permanência dessa questão no país. Sob esse vies, segundo o Contrato Social, proferido pelo filósofo John Locke, cabe ao Estado fornecer medidas que garantem o bem-estar social, entretanto, essa não é a realidade. Desse modo, essa insuficiência do aparato institucional se configura como uma falha grotesca da função do Estado com o Contrato Lockeano. Por conseguinte, uma grande parcela da população fica á margem da sociedade, como as pessoas autistas, assumindo para si a situação de subcidadania. Logo, é essencial que o Contrato Social seja cumprido, a partit de medidas governamentais.
Nesse contexto, vale ressaltar que a falta de debates está entre as causas do problema. Análogo a isso, a filósofa alemã Hannah Arendt afirma em ’’ A banalidade do Mal’’ que o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro, ou seja, o corpo social que sofre exclusão perante a sociedade, necessita de informações, sendo que, infelizmente, há pouco diálogo no âmbitos escolares, profissionais e midiáticos. Além disso, quando não há uma conversa sobre algo que afeta inúmeras pessoas, não há autoconhecimento e, consequentemente, respeito ao próximo.
Em suma, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados á inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Para reverter esta situação desfavorável, as escolas necessitam realizar uma campanha denominada “Entendendo o TEA” com o apoio do Ministério da Educação (MEC), que visa esclarecer a discriminação e promover a tolerância. Adicionalmente, esse assunto devem ser percutidos pelas redes sociais através de perfis dedicados ao assunto. Dessa maneira, as dificuldades enfrentadas por Sheldon ficarão apenas na série e o Brasil será o país da ordem e do progresso, como proferiu o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes.