Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Na obra pré-modernista “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, admirador das belezas oriundas do país, acreditava que, se superando alguns desafios, o Brail alcançaria o patamar de nação desenvolvida. No entanto, ao observar as diiculdades que o país enfrenta em relação a inclusão de pessoas com autismo, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que o Governo nem sempre se mostra preocupado com a temática e o preconceito do âmbito social potencializam esse entrave.
Diante desse cenário, é lícito postular a passividade governamental no combate ao revés supracitado. Para entender essa lógica, alude-se ao pensamento do contratualista John Locke, o qual, em seu contrato social, afirmou que o Estado deve garantir os direitos imprescíndiveis dos indivíduos. Ao observar, no entanto, o Estado não demonstra interesse genuíno, visto que, não incentiva a população a incluir os autistas na sociedade, não divulgando as necessidades e como tratar tais, causando confusão no pensamento individual de cada cidadão, assim rompendo o pacto estabelecido pelo filósofo, causando atraso e retardo na sociedade.
Ademais, a irrefutável influência do preconceito social na problemática é um fator que dificulta sua resolução. Esse fato pode se relacionar com a teoria da “atitude blasé”, de George Simmel, onde ele defende que a indiferença social se faz fortemente presente na sociedade atual, visto que a massa social acredita, em sua grande parte, que não possui o dever de incluir de pessoas que possuem TEA (trastorno do espectro autista), se fazendo indiferente em ralação a inclusão dos mesmos no âmbito social. Dessa forma, não contribuindo para um país mais inclusivo.
Logo, a fim de impulsionar a inclusão de pessoas com autismo no país, sugere-se que o Ministério do Trabalho juntamente com o Ministério da Cultura, promovam projetos sociais que lembrem a importância da inclusão de autistas em diversos setores sociais. Tal proposta, pode ser realizada por meio de palestras e campanhas publicitárias. Por fim, será possível, criar um país menos preconceituoso e mais inclusivo.