Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
A série “The good doctor: O bom doutor” conta a história de Shaun Murphy, um jovem médico que enfrenta inúmeras dificuldades no trabalho, e na vida, por ser autista. Fora da ficção, pode-se encontrar muitos brasileiros que - por serem autistas - enfrentam desafios diários a procura por caminhos para combater essa falta de inclusão. Esse problema pode ser influenciado tanto em virtude do preconceito com pessoas que sofrem do transtorno, quanto pela influência da mídia.
Em primeiro lugar, percebe-se como obstáculo para a consolidação de uma solução o preconceito da sociedade em relação as pessoas com autismo. Segundo Albert Einstein é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Sob essa lógica, a frase se encaixa perfeitamente, visto que, a sociedade possui uma ciêcia tão evoluida - a ponto de conseguirmos viajar para outro planeta - e não é capaz de de eliminar essa exclusão de pessoas com autismo, tão presente na contemporaneidade brasileira.
Outro ponto relevante nessa temática, é a mídia. A exclusão de pessoas autistas também é constantemente encontrada em filmes e séries, já que, é muito frequente a utilização de atores que não possuem o transtorno, para a representação de autistas. De acordo com Paulo Autran, todo preconceito é fruto da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida. Sob essa perspectiva, pode-se dizer que o Brasil é um país fruto de burrice e ignorância - como afirma Autran - devido ao escasso número de autistas em atividades culturais, como filmes e séries brasileiras. Mas com muito esforço e apoio da população, a cituação ainda pode ser revertida.
Portanto, para a consolidadção de uma solução o Ministério da Educação, com auxílio de escolas, deve promover campanhas nas redes sociais que mostrem como combater a exclusão de autistas no dia a dia e a importância do respeito a todos, por meio de minicursos que instrua os educadores em relação ao assunto, com a finalidade de criar uma sociedade mais justa e igualitária. Assim, será possível criar uma sociedade que Shaun Murphy - e outros autistas - não terão que passar por tantas dificuldades de inclusão, como passam na realidade atual.