Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Não é de hoje a tamanha exclusão que indivíduos portadores de autismo sofrem num país como o Brasil. Dentre os principais pilares que sustentam esse cenário atualmente, estão tanto a falta de preparo para receber e auxiliar estas pessoas, quanto o estereótipo de incapacidade perpetuado a tempos com relação aos próprios. Desse modo, é necessário se discutir o porque da persistência dessa problemática.
Sob esse viés, é crucial reconhecermos como que a inclusão desde cedo destas pessoas em sociedade é pouco garantida, principalmente no meio educacional. Podemos observar isto de forma clara através de uma pesquisa realizada pelo MEC (Ministério da Educação), que afirma que apenas 38% de todos os portadores de autismo no país estão matriculados em escolas não especializadas no ensino de pessoas com condições especiais. Se a educação adaptada para este grupo já é pouca, sem uma boa formação, eles não tem como garantir um futuro profissional prosperante diante de uma sociedade tão despreparada e ignorante com relação a sua condição. Logo, está mais do que claro, visto que apenas 20% da população autista brasileira se encontra efetivamente empregada (visto a Organização das Nações Unidas), que a falta de um sistema de ensino adaptado para receber alunos portadores de autismo afeta diretamente na sua incersão em meio a sociedade.
Além disso, é de destaque o preconceito que pessoas autistas sofrem com estereótipos estabelecidos desde muito tempo, pois não se conhecia muito sobre esta condição. Tais se baseiam em diminuir a capacidade que estas pessoas tem de realizar tarefas comuns e desenvolver-se em meio a sociedade. Porém um formidável exemplo de que são apenas imposições sociais é a história de Bill Gates, fundador da “Microsoft”. Gates foi diagnosticado com autismo aos 3 anjos de idade e já relatou as dificuldades sofridas ao longo de sua vida crescendo com a condição, porém, ele não se deixou afetar e se tornou um empreendedor de sucesso mundial. Assim, é crucial que a sociedade busque quebrar estes paradigmas com relação a autistas, em prol de um futuro mais respeitoso.
Portanto, observa-se a necessidade de intervenções. Para tal, o Ministério da Educação deve promover e garantir a devida participação de alunos autistas no ensino de escolas públicas e privadas, assim como um acopanhamento pedagógico especializado para tais indivíduos, afim de propocionar o acolhimento e o direito a educação. Também será de responsabilidade de ONGs, perpetuar e propocionar para a população o devido conhecimento sobre o transtorno, preparando assim, o meio social para receber estas pessoas de forma educada e própera. Espera-se que com essas medidas, a inclusão dos autistas não seja mais um desafio em terras brasileiras.