Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 06/06/2021
Embora tenham sido conquistados diversos direitos voltados aos cidadãos portadores de transtornos do espectro autista (como a gratuidade do transporte público e o auxílio da assistência social), no que tange áreas como educação e trabalho, o Brasil ainda possui graves óbices advindos da falta de projetos de leis e ausência de conscientização por parte da sociedade. Tais problemas tornam-se um empecilho quando se visa a democratização da socialização.
Um dos grandes desafios quando trata-se da inserção social de autistas é a dificuldade de frequentar espaços públicos, seja essa dificuldade imposta por terceiros ou pela própria condição do indivíduo. Como consequência a tal fato tem-se uma socialização prejudicada. Um exemplo disso é um dado do Inep de 2017 que informou que apenas 77.102 dos dois milhões autistas estavam em escolas regulares. Tendo isso em vista, urge-se projetos de leis que proponham a capacitação dos profissionais da área do ensino para atender as necessidades especiais dessas pessoas.
É notório que um dos fatores que prejudicam a integração social dos portadores do TEA é a discriminação. Tal fato não ocorre só socialmente, mas também no mercado de trabalho. Em grande parte devido ao não conhecimento ou até mesmo ao preconceito por parte das empresas. Estima-se que 85% dessas pessoas não estejam inseridas em alguma atividade laboral, ademais, o índice de suicídio entre os portadores do transtorno é dez vezes maior. Portanto, políticas públicas e ONGs voltadas a conscientização através de palestras são fundamentais.
Infere-se então, que é mister que deputados façam projetos de leis e PECs que aspirem a regulação e preparação do ambiente estudantil em nível básico e superior, com o objetivo de conseguir integrar autistas no ensino comum. Podendo gerar assim, um Brasil mais democrático e inclusivo. Além disso, ONGs no trabalho de orientação e educação da família e comunidade sobre o TEA são fundamentais nesse processo.